quinta-feira, 21 de novembro de 2019

21 de novembro - “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” Mt 12,48


Uma vez que Jesus já tinha saído de Nazaré para dar início à sua vida pública por toda a Palestina, estava doravante completa e exclusivamente ocupado nas coisas do Pai. Ocupava-se em anunciar o Reino: o "Reino de Deus" e as "coisas do Pai", que dão também uma dimensão nova e um sentido novo a tudo aquilo que é humano; e, por conseguinte, a todos os laços humanos, em relação com os fins e as funções estabelecidos para cada um dos homens. E até mesmo a "maternidade", vista na dimensão do Reino de Deus, na irradiação da paternidade do próprio Deus, alcança um outro sentido. Jesus ensina precisamente este novo sentido da maternidade.

Ter-se-á afastado, por causa disto, daquela que foi sua mãe, a sua genetriz segundo a carne? Desejará, porventura, deixá-la na sombra do escondimento, que ela própria escolheu? Embora assim possa parecer, se nos ativermos só ao som material daquelas palavras, devemos observar, no entanto, que a maternidade nova e diversa, de que Jesus fala aos seus discípulos, refere-se precisamente a Maria e de modo especialíssimo. Não é, acaso, Maria a primeira dentre "aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática"?

Maria é digna de bênçãos, sem dúvida alguma, pelo fato de se ter tornado Mãe de Jesus segundo a carne ("Ditoso o ventre que te trouxe e os seios a que foste amamentado"); mas é digna também e sobretudo porque, logo desde o momento da Anunciação, acolheu a palavra de Deus e porque nela acreditou e sempre foi obediente a Deus; ela, com efeito, "guardava" a palavra, meditava-a "no seu coração" e cumpria-a com toda a sua vida.

Papa João Paulo II – Carta Encíclica Redemptoris Mater

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