segunda-feira, 2 de novembro de 2026

02 de Novembro - Comemoração dos Fiéis Defuntos

A morte  não é o fim! 


O nosso destino final não é voltar a ser pó, mas chegar à visão eterna de Deus. Para atingi-la é preciso passar pelas trevas da morte. Por isso, celebramos o Dia de Finados. Neste dia, entramos em contato com eles, através da oração, para estarmos unidos a eles no céu, na glória de Deus.  

A Celebração dos fiéis defuntos tem um valor profundamente teológico, porque chama a nossa atenção para todo o mistério da existência humana, desde suas origens até o seu fim e para além também. A novidade introduzida pela nossa fé é a esperança: nós cristãos acreditamos em um Deus. que não é apenas Criador, mas também Juiz.

Logo, Deus é também é um Juiz! O seu juízo vai para além do tempo e do espaço, em uma vida após a morte e na vida eterna, na qual o Reino de Deus se realiza plenamente. O julgamento do Senhor será duplo: além de responder individualmente às nossas ações, no final dos tempos, seremos chamados a responder-lhes também como humanidade.
Se morrermos em Cristo, porque vivemos a nossa vida em comunhão com Ele, seremos admitidos na Comunhão dos Santos.
A celebração de hoje se insere nesta perspectiva: a Igreja não esquece seus irmãos falecidos, mas reza por eles, celebra Missas e oferece esmolas, para que também as almas, que ainda precisam de purificação, após a morte, possam alcançar a visão de Deus.

Cristo venceu a morte!

A morte é um acontecimento inevitável. Cada um de nós pode entender isso pela própria experiência pessoal. Segundo a visão cristã, porém, não é considerada um fato natural. Pelo contrário, é o oposto da vontade de Deus! Deus, o Senhor da vida, nos dá a vida em abundância e a morte é uma mera consequência do nosso pecado. Entretanto, em Cristo, Deus toma sobre si os nossos pecados e suas consequências. Desta forma, a morte se torna uma passagem, uma porta.
Graças à vitória de Cristo sobre a morte, podemos superar o medo que temos dela e a dor que sentimos quando atinge alguém que está próximo de nós.

Enfim, para o cristão, não há distinção entre vivos e mortos, porque nem os mortos são "mortos", mas "defuntos", ou seja, "privados das funções terrenas", à espera de serem transformados pela Ressurreição. 

domingo, 26 de maio de 2024

Declaração Fiducia suplicans sobre o sentido pastoral de bênçãos - O significado litúrgico dos ritos de bênção

Do ponto de vista estritamente litúrgico, a bênção exige que o que é abençoado esteja em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja.


Com efeito, as bênçãos são celebradas em virtude da fé e visam o louvor de Deus e o proveito espiritual do seu povo. Para que este propósito seja mais evidente, segundo a tradição antiga as fórmulas de bênção têm sobretudo o objetivo de dar glória a Deus pelos seus dons, pedir os seus favores e derrotar o poder do maligno. no mundo. Portanto, aqueles que invocam a bênção de Deus através da Igreja são convidados a intensificar "suas disposições, deixando-se guiar por aquela fé na qual tudo é possível" e confiar "naquele amor que nos leva a observar os mandamentos de Deus". É por isso que, se por um lado "sempre e em toda parte há uma oportunidade para louvar, invocar e agradecer a Deus através de Cristo, no Espírito Santo", por outro lado, a preocupação é que “não se trate de coisas, lugares ou contingências que contrariem a lei ou o espírito do Evangelho”.Esta é uma compreensão litúrgica das bênçãos, pois elas se tornam ritos oficialmente propostos pela Igreja.

Com base nessas considerações, a Nota Explicativa da Resposta citada do depois, a Congregação para a Doutrina da Fé recorda que quando, com um rito litúrgico específico, se invoca uma bênção sobre algumas relações humanas, o que é abençoado deve poder corresponder aos planos de Deus inscritos na Criação e plenamente revelados por Cristo, o Senhor. Por esta razão, dado que a Igreja sempre considerou moralmente lícitas apenas as relações sexuais vividas no âmbito do casamento, não tem o poder de conferir a sua bênção litúrgica quando esta, de alguma forma, pode oferecer uma forma de legitimidade moral a um união que presuma ser casamento ou a prática sexual extraconjugal. A substância deste pronunciamento foi reiterada pelo Santo Padre em suas respostas as Dubia de dois Cardeais.

Devemos também evitar o risco de reduzir o significado das bênçãos apenas a este ponto de vista, porque isso nos levaria a exigir, para uma simples bênção, as mesmas condições morais que são solicitadas para a recepção dos sacramentos. Este risco exige que esta perspectiva seja ainda mais alargada. De faco, existe o perigo de que um gesto pastoral, tão amado e difundido, esteja sujeito a demasiados pré-requisitos morais, que, com a pretensão de controlo, poderiam ofuscar a força incondicional do amor de Deus sobre a qual funda o gesto de bênção.

Precisamente a este respeito, o Papa Francisco exortou-nos a não "perder a caridade pastoral, que deve permear todas as nossas decisões e atitudes" e a evitar "ser juízes que apenas negam, rejeitam, excluem". Vamos então responder à sua proposta desenvolvendo uma compreensão mais ampla das bênçãos.

sábado, 25 de maio de 2024

Declaração Fiducia suplicans sobre o sentido pastoral de bênçãos - O significado das diferentes bênçãos

 


As bênçãos podem ser consideradas entre os sacramentais mais difundidos e em constante evolução. Com efeito, levam-nos a captar a presença de Deus em todos os acontecimentos da vida e recordam-nos que, mesmo no uso das coisas criadas, o ser humano é convidado a procurar Deus, a amá-lo e a servi-lo fielmente. 

Por esta razão, as bênçãos são dirigidas a pessoas, objetos de culto e devoção, imagens sagradas, locais de vida, trabalho e sofrimento, frutos da terra e humanos labuta e todas as realidades criadas que apontam para o Criador, que, com sua beleza, o louvam e abençoam. 


sexta-feira, 24 de maio de 2024

Declaração Fiducia suplicans sobre o sentido pastoral de bênçãos - A bênção no sacramento do matrimônio



Ritos e orações que podem criar confusão entre o que é constitutivo do casamento, como a "união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, são inadmissível, naturalmente aberto à criação de filhos", e o que o contradiz. Esta crença baseia-se na perene doutrina católica do casamento. Só neste contexto as relações sexuais encontram o seu significado natural, adequado e plenamente humano. A doutrina da Igreja neste ponto permanece firme.

Esta é também a compreensão do casamento oferecida pelo Evangelho. Por esta razão, no que diz respeito às bênçãos, a Igreja tem o direito e o dever de evitar qualquer tipo de rito que possa contradizer esta crença ou levar a qualquer confusão. Este é também o significado do Responsum da então Congregação para a Doutrina da Fé, onde afirma que a Igreja não tem o poder de conceder bênçãos às uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Nºs 4 e 5

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Papa reconhece milagre atribuído à intercessão do Beato Carlo Acutis

 O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 23 de maio, o prefeito do Dicastério das Causas dos Santos, Card. Marcello Semeraro. O Pontífice autorizou a publicação de alguns decretos, entre quais consta o reconhecimento do milagre atribuído à intercessão do Beato Carlo Acutis.

Fiel leigo, Carlo nasceu em 3 de maio de 1991 em Londres (Inglaterra) e morreu em 12 de outubro de 2006 em Monza (Itália).

A sua festa, portanto, é celebrada no mesmo dia de Nossa Senhora Aparecida. Aliás, são muitos os fatos na vida de Carlo que o ligam ao Brasil, a começar pelo milagre com o qual foi beatificado, verificado em Campo Grande (MS). 



Desde cedo, Carlo demonstrou uma grande habilidade para a informática, dom que utilizou no serviço aos outros e na divulgação de conteúdos de formação cristã, como a exposição sobre os milagres eucarísticos. 

Em setembro de 2006, surgiram os primeiros sinais de doença e, após o diagnóstico, uma leucemia fulminante. Com total confiança, entregou a Deus o pouco tempo de vida que lhe restava. Faleceu no dia 12 de outubro de 2006 e foi beatificado no dia 10 de outubro de 2020. 

Ao recordar este evento, um dia depois, no Angelus dominical, o Papa Francisco afirmou:

Carlo Acutis "não se acomodou numa imobilidade confortável, mas colheu as necessidades do seu tempo, porque viu o rosto de Cristo nos mais frágeis. O seu testemunho mostra aos jovens de hoje que a verdadeira felicidade se encontra pondo Deus em primeiro lugar e servindo-O nos irmãos, especialmente nos últimos. Um aplauso ao novo jovem beato da geração atual!".

O beato foi um dos patronos da JMJ de Lisboa e os seus restos mortais repousam na cidade italiana de Assis.