domingo, 21 de julho de 2019

21 de julho - Santa Praxedes


Santa Praxedes era uma dama romana cujo pai, São Prudêncio, convertido por São Paulo Apóstolo, era um amigo dos Apóstolos.  Ela era irmã de Santa Prudenciana, mártir.

No tempo em que o imperador Marco Aurélio perseguia os cristãos, Praxedes, ajudava aos fiéis com os seus recursos financeiros e seus cuidados, consolava-os e prestava-lhes todos os serviços que podia dispensar com sua caridade.
Escondia-os em sua casa, exortava-os a perseverar na fé, enterrava cristãmente os cadáveres.
Ela não deixava que nada faltasse aos que eram aprisionados nas masmorras ou àqueles tratados como escravos.

As duas irmãs mandaram construir um batistério dentro de sua própria casa, onde já havia uma capela, para que ali os catecúmenos fossem batizados.

Foram ajudadas em suas obras pelo Papa Pio I (140-154) e pelo sacerdote Pastor. 
Prudenciana morreu martirizada aos dezesseis anos de idade e foi enterrada nas catacumbas de Santa Priscila, perto de seu pai, na Via Salária.

Após a morte de sua irmã, Praxedes, transformou seus palácios em igrejas para onde, dia e noite, os pagãos acorriam aos milhares pedindo o Batismo.

A polícia imperial respeitava a residência de uma descendente dos Cornelii. Livre da tutela de Antonino, seu pai adotivo, Marco Aurélio não mais respeitou esse espaço e mandou fazer uma execução em massa, em que inúmeros cristãos foram presos e massacrados.

A dama romana viu tudo desmoronar ao seu redor sem que ela própria fosse atingida. 
Magoada, Praxedes voltou-se para Deus e pediu-Lhe para morrer, se isso lhe fosse vantajoso.
Foi chamada a receber no Céu a recompensa por sua piedade.

Seu corpo foi depositado, pelo padre Pastor, na sepultura de seu pai e de sua irmã Prudenciana, nas catacumbas de Santa Priscila, na Via Salaria e uma igreja lhe foi consagrada, reconstruída pelo Papa Pascal I em 822, e que hoje é a Basílica de Santa Praxedes de Roma. Segundo a tradição, nesta basílica é conservado um pedaço da coluna na qual teria ocorrido a flagelação de Cristo.



21 de julho - Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Lc 10,41


Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que, contudo, neste caso não comparece. Jesus passa pela sua aldeia e Marta o hospeda. Este pormenor dá a entender que, das duas, Marta é a mais idosa, a que governa a casa. De fato, depois de Jesus ter entrado, Maria senta-se aos seus pés e ouve-o, enquanto Marta andava atarefada com muitos serviços, certamente devidos ao Hóspede extraordinário.

Parece que vemos a cena: uma irmã que anda toda atarefada, e a outra como que raptada pela presença do Mestre e das suas palavras. Um pouco depois Marta, evidentemente ressentida, não resiste mais e protesta, sentindo-se até no direito de criticar Jesus: "Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar". Marta pretenderia até ensinar o Mestre! Mas Jesus, com grande calma, responde: "Marta, Marta – e este nome repetido exprime afeto – andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada". A palavra de Cristo é claríssima: nenhum desprezo pela vida ativa, nem muito menos pela generosa hospitalidade; mas uma chamada clara ao fato de que a única coisa deveras necessária é outra; ouvir a Palavra do Senhor; e o Senhor naquele momento está ali, presente na Pessoa de Jesus! Tudo o resto passará e ser-nos-á tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir cotidiano.

A pessoa humana deve trabalhar, comprometer-se nas ocupações domésticas e profissionais, mas antes de tudo precisa de Deus, que é a luz interior de Amor e de Verdade. Sem amor, até as atividades mais importantes perdem valor, e não dão alegria. Sem um significado profundo, todo o nosso fazer reduz-se a um ativismo estéril e desorganizado. E quem nos dá o Amor e a Verdade, a não ser Jesus Cristo? Portanto, aprendamos a ajudar-nos uns aos outros, a colaborar, mas antes ainda a escolher juntos a parte melhor, que é e será sempre o nosso maior bem.

Papa Bento XVI – 18 de julho de 2010

Hoje celebramos:

sábado, 20 de julho de 2019

20 de julho - Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual ponho a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Mt 12,18


Quando foi batizado Jesus saiu da água e eis que os céus se Lhe abriram e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do céu, dizia: “Este é o Meu Filho muito amado, no Qual pus toda a Minha complacência”.
O Espírito Santo habita no Filho e testemunha a sua divindade, enquanto a voz do Pai, proveniente do céu, expressa a comunhão de amor. A conclusão da cena do batismo diz-nos que Jesus recebeu esta “unção” autêntica, que Ele é o Ungido esperado, como confirmação da profecia de Isaías: Eis o Meu servo, que eu amparo, o meu eleito, no qual a Minha alma se deleita. É verdadeiramente o Messias, o Filho do Altíssimo que, saindo das águas do Jordão, estabelece a regeneração no Espírito e dá a possibilidade, a quantos o quiserem, de se tornarem filhos de Deus.

De fato, não é por acaso que cada batizado adquire o caráter de filho a partir do nome cristão, sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer de novo o homem do seio da Igreja. O beato Antonio Rosmini afirma que no batizado se realiza uma ação secreta, mas muito poderosa, mediante a qual ele é elevado à ordem sobrenatural, é posto em comunicação com Deus. Tudo isto se realizou de novo durante a do batismo de cada um de nós.

Papa Bento XVI – 09 de janeiro de 2011

Hoje celebramos:


20 de julho - São Frumêncio


A vida de São Frumêncio é cheia de aventuras. Os dados que nos chegaram sobre ele contam a partir de sua adolescência. No tempo do imperador Constantino, no Século IV, era um dos discípulos de um filósofo chamado Merópio. Como discípulo, acompanhou seu mestre numa longa viagem à Índia. Quando retornavam, o navio parou no porto de Adulis, que fica no mar Vermelho. Neste porto, a vida de Frumêncio tomou um rumo inesperado e foi completamente transformada.

A embarcação em que Frumêncio viajava foi cruelmente atacada por piratas da etiópia. Estes, roubaram o navio e assassinaram todos os passageiros e tripulantes. Todos, menos Frumêncio e Edésio, dois amigos adolescentes, discípulos de Merópio. No momento do ataque, eles estavam entretidos lendo e conversando sobre um livro, debaixo de uma árvore. Porém, apesar de sobreviverem, foram levados como escravos para a Etiópia e entregues ao rei. Este fato mudou completamente a vida de Frumêncio e Edésio.

O rei conversou com eles e detectou grande sabedoria e firmeza de caráter. Ambos confessaram ser cristãos e isto foi interpretado como virtude pelo rei. Por isso, ordenou que eles ficassem no palácio. Edésio recebeu a função de copeiro e Frumêncio passou a ser um secretário direto do rei. Aos poucos, Frumêncio foi conquistando a confiança de todos na corte, principalmente da rainha. Porém, ainda assim, eram escravos.

Quando a rainha ficou viúva, seu filho menor deveria assumir o poder. Como não tinha idade, a rainha assumiu em seu lugar, como regente. Em seguida, assinou a libertação de Frumêncio e Edésio, com uma condição: que eles só partissem, quando completassem a missão de educar o príncipe herdeiro. Ambos assumiram a missão com amor, enxergando nisso a possibilidade de contribuírem para um mundo melhor.

Algum tempo depois, Frumêncio e Edésio conseguiram autorização da rainha para construção de uma igreja perto do porto da cidade. O objetivo era atender aos mercadores cristãos que passavam pela Etiópia. A construção dessa igreja ajudou sobremaneira na difusão da fé cristã entre o povo da Etiópia, porque aquele porto era um ponto chave no país. A maioria dos mercadores passava por ali. Muito embora esta difusão da fé tenha acontecido de forma lenta e difícil. Mas foi a partir dessa igreja, que a semente da fé cristã começou a germinar no continente africano. Enquanto isso, Frumêncio e Edésio continuavam a formação do futuro rei da Etiópia.

Quando Frumêncio e Edésio completaram o tempo de educação e formação do príncipe da Etiópia, a rainha cumpriu sua promessa e os libertou. Edésio decidiu voltar para sua terra natal, a cidade de Tiro, perto de Sidônia, hoje Líbano. Em Tiro, Edésio se encontrou com São Rufino. Este, na época, era historiador e registrou toda a odisseia que os dois irmãos de fé enfrentaram. Frumêncio, por sua vez, foi para a cidade de Alexandria, no Egito. Ali, mais uma vez, sua vida tomaria um novo rumo.

Frumêncio foi se encontrar com o Bispo de Alexandria, Santo Atanásio, para lhe fazer um pedido muito especial: designar um bispo e vários missionários para a evangelização da Etiópia. Santo Atanásio, porém, cheio de sabedoria, indicou São Frumêncio como primeiro bispo da Etiópia, e ele, sentindo aí o chamado de Deus, respondeu afirmativamente. Santo Atanásio, então, ordenou-o e consagrou-o bispo.

Quando voltou com alguns missionários, encontrou o jovem que tinha sido seu pupilo empossado como rei da Etiópia. O jovem nutria grande estima por aquele que tinha sido tão bom e sábio mestre. Sabendo que Frumêncio se tornara bispo, o jovem rei abraçou a fé, converteu-se e pediu o batismo. Em seguida, convidou o povo de seu país a acompanhá-lo na alegria do seguimento de Jesus Cristo. Assim, a fé cristã começou a se enraizar na Etiópia.

São Frumêncio começou sua missão auxiliado pelos missionários e pelo testemunho do rei, seu ex-pupilo. Por causa de sua santidade e bondade, São Frumêncio passou a ser chamado pelo povo etíope de "Abba Salama", que quer dizer "Pai da Paz". Ele dedicou toda a sua vida à evangelização da Etiópia, até sua morte em 380, e passou a ser chamado de "Apóstolo da Etiópia".


sexta-feira, 19 de julho de 2019

19 de julho - Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. Mt 12,7

Para verificar o chamado de Deus, devemos perguntar-nos e entender o que Lhe agrada. Muitas vezes, os profetas anunciam o que é agradável ao Senhor. A sua mensagem encontra uma síntese maravilhosa na expressão: Misericórdia quero, e não sacrifício.

Para Deus todas as obras de misericórdia são agradáveis, porque no irmão que ajudamos, reconhecemos o rosto de Deus que ninguém pode ver. E todas as vezes em que nos inclinamos às necessidades dos irmãos, damos de comer e beber a Jesus; vestimos, apoiamos e visitamos o Filho de Deus. Em definitivo, tocamos a carne de Cristo.
Estamos chamados a por em prática o que pedimos na oração e professamos na fé. Não existe alternativa para a caridade: quem se põe ao serviço dos irmãos, embora não o saibamos, são aqueles que amam a Deus.

A vida cristã, no entanto, não é uma simples ajuda oferecida nos momentos de necessidade. Se assim fosse, certamente seria um belo sentimento de solidariedade humana, que provoca um benefício imediato, mas seria estéril, porque careceria de raízes. O compromisso que o Senhor pede, pelo contrário, é o de uma vocação para a caridade com que cada discípulo de Cristo põe ao seu serviço a própria vida, para crescer no amor todos os dias.

Papa Francisco – 04 de setembro de 2016


Hoje celebramos: