A morte não é o fim!
O nosso destino final não é voltar a ser pó, mas chegar à
visão eterna de Deus. Para atingi-la é preciso passar pelas trevas da morte.
Por isso, celebramos o Dia de Finados. Neste dia, entramos em contato com eles,
através da oração, para estarmos unidos a eles no céu, na glória de Deus.
A Celebração dos fiéis defuntos tem um valor profundamente
teológico, porque chama a nossa atenção para todo o mistério da existência
humana, desde suas origens até o seu fim e para além também. A novidade
introduzida pela nossa fé é a esperança: nós cristãos acreditamos em um Deus.
que não é apenas Criador, mas também Juiz.
Logo, Deus é também é um Juiz! O seu juízo vai para além do
tempo e do espaço, em uma vida após a morte e na vida eterna, na qual o Reino
de Deus se realiza plenamente. O julgamento do Senhor será duplo: além de
responder individualmente às nossas ações, no final dos tempos, seremos
chamados a responder-lhes também como humanidade.
Se morrermos em Cristo, porque vivemos a nossa
vida em comunhão com Ele, seremos admitidos na Comunhão dos Santos.
A celebração de hoje se insere nesta perspectiva:
a Igreja não esquece seus irmãos falecidos, mas reza por eles, celebra Missas e
oferece esmolas, para que também as almas, que ainda precisam de purificação,
após a morte, possam alcançar a visão de Deus.
Cristo venceu a morte!
A morte é um acontecimento inevitável. Cada um de nós pode
entender isso pela própria experiência pessoal. Segundo a visão cristã, porém,
não é considerada um fato natural. Pelo contrário, é o oposto da vontade de
Deus! Deus, o Senhor da vida, nos dá a vida em abundância e a morte é uma mera
consequência do nosso pecado. Entretanto, em Cristo, Deus toma sobre si os
nossos pecados e suas consequências. Desta forma, a morte se torna uma
passagem, uma porta.
Graças à vitória de Cristo sobre a morte, podemos superar o medo que temos dela
e a dor que sentimos quando atinge alguém que está próximo de nós.
Enfim, para o cristão, não há distinção entre vivos e mortos, porque nem os mortos são "mortos", mas "defuntos", ou seja, "privados das funções terrenas", à espera de serem transformados pela Ressurreição.
