
Após três anos, na Escola Secundária de Cretin,
no Minnesota, ensinou espanhol, inglês e religião. Em 1969, ao emitir os votos
Perpétuos, foi enviado para a missão dos Irmãos das Escolas Cristãs, em
Bluefields, Nicarágua, onde, em 1974, foi diretor e supervisor da construção de
novas escolas rurais.
No entanto, na época da revolução Sandinista,
seus Superiores pediram que ele deixasse a Nicarágua, em julho de 1979, pois
temiam que, trabalhar sob o governo de Somoza, poderia correr risco de vida.
Por isso, Jaime voltou para os Estados Unidos,
onde foi novamente professor em Cretin, onde escreveu: “Estou entediado
aqui e ansioso para voltar para a América Latina". Assim, em 1980,
foi enviado de volta para uma missão das Escolas Cristãs, mas, esta vez, na
Guatemala. Ali, ensinou na escola Huehuetenago e trabalhou no Centro Indígena,
onde os jovens índios Maias das áreas rurais estudavam, para aliviar a opressão
dos índios nativos.
Após apenas um ano, na tarde de 13 de fevereiro
de 1982, ameaçado de morte, foi atacado por três homens encapuzados, que o
assassinaram. Jaime Alfredo foi enterrado em um cemitério paroquial, em
Wisconsin, EUA.
Sua morte na Guatemala foi o início de uma
longa série de assassinatos de sacerdotes e religiosos.
Em uma das suas últimas cartas, em janeiro de
1982, James escreveu:
“Cristo é perseguido por causa de nossa
opção pelos pobres. Cientes dos muitos perigos e dificuldades, continuamos a
trabalhar, com fé, esperança e confiança na providência de Deus... Peço a Deus
a graça e a força necessárias para servi-lo, fielmente, na pessoa dos pobres e
oprimidos da Guatemala. Dedico minha vida à divina Providência, na qual confio”.
Irmão James morreu após um mês desta sua
preciosa herança espiritual. Hoje, uma instituição, chamada "Fundo Irmão
James Miller", continua o mesmo trabalho que ele fazia entre os pobres e
oprimidos e, todos os anos, envia doações para a realização de projetos para os
mais necessitados de justiça social, em todo o mundo.
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