quarta-feira, 12 de setembro de 2018

12 de setembro - Beata Maria Luísa Prosperi


“A fé firme, sólida, ilimitada, elevava-a às alturas dos mistérios de Deus. Parecia que ela via com os olhos quanto nós cremos por fé. Sempre grata ao Senhor por este dom, exortava continuamente as suas irmãs de hábito a apreciar a virtude da fé, como princípio e fundamento de salvação e de beatitude”.

Cardeal Angelo Amato – Homilia de Beatificação – 10 de novembro de 2012

No dia 19 de agosto de 1799, em Fogliano, pouco distante de Cascia, Itália, nasceu Gertrudes. Sua família era nobre, mas não muito rica, e deu a ela uma educação profundamente católica.
    
Quando tinha vinte anos, no dia 4 de maio de 1820, sentindo o chamado á vida religiosa, ingressou no mosteiro beneditino de Santa Lucia de Trevi, que fora reaberto após a supressão napoleônica.
      
Irmã Maria Luísa, nome de religiosa que adotou, teve uma existência caracterizada por fatos e dons extraordinários. Praticava penitências muito rígidas, provou em sua própria carne a agonia de Nosso Senhor, a flagelação, a coroação de espinhos, os golpes, os estigmas nas costas e nas mãos. O Senhor desejava que ela participasse de seus sofrimentos, enquanto o demônio a molestava até durante a noite e com pancadas.
     
Seu diretor espiritual, o Padre Cadolini, Bispo de Spoleto, depois Arcebispo de Ferrara e Cardeal, por cinco anos a induziu a reconhecer a soberba e a obra do demônio nas suas visões.
     
Em 1837 Madre Maria Luísa foi eleita Abadessa. Ela fez reflorescer no mosteiro a observância da Regra, privilegiando a adoração ao Santíssimo Sacramento. Contemplava longamente o Crucifixo; a todos que pediam seus conselhos convidava a recorrerem com confiança amorosa na infinita Misericórdia de Jesus.
     
Certo dia, Jesus Cristo lhe apareceu no parlatório principal com o semblante de um peregrino. Em uma das visões que teve, Cristo advertiu Gertrude da origem de seus sofrimentos. O Redentor carregou a cruz quando disse: "É assim que eu te amo, você será a vergonha de todos. Você será oprimida e, apesar de ser assediada por demônios, sofrerá por causa dos confessores. Eles vão querer ajudá-la, mas eles não serão capazes...”

Madre Maria Luísa faleceu no dia 12 de setembro de 1847, aos quarenta e sete anos de idade apenas. Conservam-se muitas cartas suas originais, ou cópias feitas pelo seu confessor, o jesuíta Padre Paterniani, que em 1870 escreveu a primeira biografia da Beata.
     
Em 1914 a causa de sua beatificação foi introduzida, ficando suspensa devido à deflagração da 1ª. Guerra Mundial. Foi considerada Venerável em 1º de julho de 2010; e proclamada Beata na Catedral de Spoleto em 10 de novembro de 2012.

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