domingo, 8 de julho de 2018

08 de julho - Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria? Mc 6,3


Jesus volta a Nazaré, vai à sinagoga e como era costume, e começa a ensinar. O texto diz que as pessoas olhavam para ele, estavam admiradas — que bom, o que diz, que bom — estavam contentes. Mas, prosseguiu, nunca falta um mexeriqueiro que começa a dizer este é o filho do carpinteiro, o que nos ensina, em qual universidade estudou? — Sim, é o filho de José. E assim, começaram a trocar as opiniões e a atitude das pessoas muda: querem matá-lo. Passa-se da admiração, do espanto, para a vontade de o matar.

O fato, é que também eles que estavam na sinagoga de Nazaré queriam o espetáculo por parte de Jesus e com efeito diziam que faça alguns milagres, como dizem que fez na Galileia, e nós acreditaremos. Eis, ao contrário, que Jesus explica como estão as coisas: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceite na sua pátria.

Na realidade, nós não queremos dizer que algum de nós pode corrigir-nos: deve vir alguém com o espetáculo para nos corrigir. Mas a religião não é um espetáculo, a fé não é um espetáculo: é a palavra de Deus e o Espírito Santo que age nos corações.

A Igreja hoje convida-nos a mudar o modo de pensar, o estilo de pensar. A ponto que poderás recitar o Credo inteiro inclusive todos os dogmas da Igreja, mas se não o fizeres com o espírito cristão de nada serve. Porque não só é importante o que penso mas o modo como penso. Então, perguntemo-nos com qual espírito pensamos: com espírito cristão ou com espírito mundano? E o mesmo pensamento tem um valor muito diverso tanto de um lado como do outro.

Eis a importância da conversão do pensamento, do pensar como cristão. E o Evangelho está cheio disto: por exemplo quando Jesus diz continuamente foi-vos dito aquilo, mas eu digo-vos isto muda o estilo do pensamento. Acontece o mesmo quando diz ao povo, falando dos doutores da lei, fazei o que vos dizem mas não o que fazem; acreditai em tudo o que vos ensinam mas não no seu modo de acreditar. Precisamente esta é a conversão do pensamento.

Com qual espírito eu penso? Com o espírito do Senhor ou com o espírito próprio, o espírito da comunidade, do grupinho, da classe social ou do partido político ao qual pertenço? Com qual espírito eu penso? Desta forma, verificando se penso deveras com o espírito de Deus, devo pedir a graça de discernir quando penso com o espírito do mundo e quando penso com o espírito de Deus. E por isso, é importante pedir a Deus também a graça da conversão do pensamento.

Papa Francisco – 05 de março de 2018

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