sábado, 14 de setembro de 2019

14 de setembro - Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. Jo 3,16


Muitas vezes dizemos que a cruz é mistério de amor, mistério que se compreende somente com o coração e o amor. E a liturgia, quando fala da cruz a vê como uma árvore e diz: “é uma árvore nobre, é uma árvore fiel”. É precisamente este o mistério de amor: a nobreza do amor de Jesus Cristo, a fidelidade do amor de Deus.

Mas, nem sempre é fácil entender a cruz, porque só com a contemplação é possível ir em frente neste mistério de amor. Assim, Jesus, quando quer explicar este mistério de amor a Nicodemos, usa dois verbos: subir e descer ou descer e subir. Portanto, este é o mistério de amor: Jesus que desceu do céu para levar todos nós a subir ao céu: este é o mistério da cruz.

Esta é a descida de Jesus: até ao fundo, até à humilhação, aniquilou-se a si mesmo por amor, e por isso Deus exaltou-o e fê-lo subir. Portanto, só se conseguirmos compreender esta descida até ao fundo poderemos compreender a salvação que este mistério de amor nos oferece.

Mas não é fácil porque sempre houve tentações na história e na nossa vida; explicar ou pegar a metade e não a outra metade, não é? Estas são as duas tentações: um Cristo sem cruz, ou seja, um mestre espiritual que te leva em frente tranquilo, não há sofrimentos ou então tu evitas os sofrimentos e vais em frente. Mas um Cristo sem cruz que não é o Senhor: é um mestre, nada mais. É aquele que talvez Nicodemos, sem saber, procurava. E é uma das tentações.
Outra tentação é a cruz sem Cristo, a angústia de permanecer em baixo, rebaixados, com o peso do pecado, sem esperança. É uma espécie de “masoquismo” espiritual. Só a cruz, mas sem esperança, sem Cristo. É um mistério de tragédia, não é? Podemos pensar nas tragédias pagãs. Mas a cruz é um mistério de amor, a cruz é fiel, a cruz é nobre.

Hoje podemos dedicar alguns minutos e cada um de nós pergunte a si mesmo: Cristo crucificado é, para mim, mistério de amor? Será que eu sigo Jesus sem cruz, um mestre espiritual que enche de consolação, de bons conselhos? Sigo a cruz sem Jesus, queixando-me sempre, com este “masoquismo” do espírito? E ainda: Deixo-me levar por este mistério do rebaixamento, aniquilação total e enaltecimento do Senhor?

Papa Francisco – 14 de setembro de 2017

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