segunda-feira, 13 de março de 2017

13 de março - Beato Agnelo de Pisa

O Beato Agnelo de Pisa nascido em Pisa em 1194, foi admitido à ordem dos irmãos menores por São Francisco, quando o pobrezinho de Assis passou por Veneza.
É considerado uma glória de Pisa, e também de Oxford, onde morreu em 1236. Percorrer o itinerário, assinalado pelos seus pés descalços, entre o Arno e o Tamisa, é seguir uma das trilhas mais importantes da difusão do franciscanismo na Europa. Sendo ainda jovem, conheceu São Francisco na região de Veneza, e logo se sentiu atraído, como muitos outros, pela palavra e pelo exemplo do santo. Seguindo-o, descalço, por amor da Dama Pobreza, desde cedo mostrou dotes de ótimo organizador e realizador, sem ofender a profunda modéstia de autêntico franciscano, que conservou durante toda a vida. Por isso, apesar da pouca idade, foi enviado à França pelo mesmo São Francisco, com um grupo de irmãos incumbidos de fundar os primeiros conventos franciscanos em Paris.
Frei Agnelo foi o primeiro “Custódio”, como então se designava o responsável das casas ali fundadas, cargo em que deu provas de prudente zelo e exemplar governo. Daí que no capítulo geral de 1223 o santo fundador lhe tenha encomendado uma tarefa ainda mais árdua, que era a de conquistar espiritualmente um outro país, a Inglaterra, fundando lá uma Província franciscana.
Frei Agnelo desembarcou em Dover com oito confrades a 10 de setembro de 1224.
Em fins desse ano já ele tinha fundado dois conventos: um em Cornhill, perto de Londres, e outro em Oxford. Nos anos seguintes multiplicaram-se na Inglaterra as casas franciscanas, para além de tudo quanto seria de esperar. F
Frei Agnelo compreendeu a importância dos estudos e da cultura para o êxito da ordem e da sua província. Sendo Oxford  nessa época o maior centro universitário do país, fundou aí um segundo convento.
Os dominicanos já tinham ali aberto uma casa de estudos. O mesmo fizeram poucos anos depois os franciscanos com frei Agnelo, convidando para lecionar teologia o próprio chanceler da universidade, Roberto Grossatesta. A escola franciscana de Oxford adquiriu bem cedo enorme importância, que perdurou pelos séculos seguintes.
Testemunho da importância do Frei Agnelo: “Devemos voltar ao desenvolvimento científico da Ordem. Este desenvolvimento redobrou de intensidade quando, sem Setembro de 1224, os franciscanos chegaram à Inglaterra. A missão vinha da França, e tinha à frente Agnelo de Pisa, que tinha sido custódio em Paris. Os frades pararam primeiro em Canterbury, mas, já desde 1 de Novembro de 1224, haviam passado a Oxford. Aí grande número de estudantes e de candidatos da célebre universidade uniu-se a eles; e em nenhum outro lugar os estudos progrediram mais do que entre os frades ingleses.
Ao mesmo tempo observavam rigorosamente o voto de pobreza franciscana; e também a alegria franciscana reinava entre eles. Riam alegremente quando se encontravam, e também, na igreja, às vezes, eram presa de uma alegria estática, que os impedia de cantar o ofício.
Toda a Província franciscana da Inglaterra se notabilizou pela virtude e pela doutrina. Mas tais êxitos nunca diminuíram a humildade de frei Agnelo, nem sequer quando foi escolhido como conselheiro do rei Henrique III, ou quando era convidado para mediador em controvérsias políticas ou diplomáticas.
Só por obediência aceitou ser ordenado sacerdote. Como “padre provincial” foi a Assis tomar parte no capítulo de 1230, donde logo regressou à Inglaterra. Pouco depois, no ano de 1236, faleceu em Oxford, com idade de 42 anos. A fama de santidade bem cedo aureolou este inglês de Pisa, símbolo vivo da unidade espiritual entre os dois países.
Assim os frades ingleses, embora tivessem hábitos particulares, eram, no espírito, verdadeiros franciscanos. E Elias de Cortona, durante o seu generalato, não teve adversário mais implacável, opositor mais enérgico a suas violações da Regra, do que o douto frade menor inglês Adão de Marsh. Todavia, cumpre acrescentar que foi um inglês, Aimone de Faversham, que, vindo a ser, por sua vez, geral da Ordem, de 1240 a 1244, decretou que só os clérigos, isto é, os frades instruídos, tivessem o direito de exercer os cargos superiores da Ordem.
Falecido em 1232, em Oxford, ali o bem-aventurado fundou uma grande escola. Agnelo de Pisa teve o culto aprovado por Leão XIII em 1892.


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