
O TAU COMO
IDEAL No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio em
Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores.
Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão
inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia,
apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo
clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou
e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Era preciso uma reforma
de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o
dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio
disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU,
vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.
O TAU NAS
FONTES FRANCISCANAS Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da
importância que São Francisco dava ao TAU: “O Santo venerava com grande afeto
este sinal”, “O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal”, “O
recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos
no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse
gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que
gemem e lutam, convertidamente a Jesus”, “O traçava no início de todas as suas
ações”, “Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas” (cf.
LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total
investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário