
Seu pontificado
caracterizou-se pela luta contra o monotelismo, doutrina medieval que defendia
a existência de uma só vontade e atividade nas duas naturezas de Jesus Cristo
(em oposição à interpretação emanada da Igreja que encontrava duas vontades,
correspondentes a suas duas naturezas, na segunda pessoa da Santíssima
Trindade).
A disputa sobre
esta questão se tinha exacerbado em consequência do edito Typos, publicado em
648 pelo imperador bizantino Constante II Heraclio, no qual se proibia a
discussão sobre o tema, atendo-se ao dogma oficial da Igreja.
O edito foi mal
recebido no Oriente, onde os monotelitas tinham grande força e causou uma
separação entre os ramos oriental e ocidental da Igreja.
Vitaliano
esforçou-se por fazer frente à situação com diplomacia e não entrou em
confronto com o Imperador condenando o edito, como lhe pediam seus
conselheiros.
Graças a isto,
Constante II confirmou a nomeação de Vitaliano e as relações com Bizancio
ficaram mais fluídas a partir desse momento.
A postura
conciliadora do Papa
Vitaliano reflete na expansão da autoridade pontifícia
sobre o território europeu. O papa convocou, então, o VI Concílio Ecumênico
para reestabelecer a paz religiosa. No entanto, Vitaliano morreria antes de sua
conclusão. Mas deixaria como legado a adoção da liturgia romana no território
britânico, além de espalhar núncios por outras regiões do continente. Ele foi o
primeiro papa a autorizar o uso do órgão nas cerimônias religiosas e também
destacou-se pela conversão dos lombardos ao cristianismo.
O papado de
Vitaliano durou 14 anos. O papa faleceu no dia 27 de janeiro de 672 e foi
sucedido pelo Papa
Adeodato II.
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