terça-feira, 8 de março de 2016

Beato Faustino Miguez

«Quem se humilha será exaltado» (Lc 18, 14). Ao elevar à glória dos altares o sacerdote escolápio Faustino Míguez, cumprem-se estas palavras de Jesus que escutamos no Evangelho. O novo Beato, renunciando às próprias ambições, seguiu Jesus Mestre e consagrou a sua vida à educação das crianças e dos jovens, conforme o estilo de São José de Calasanz. Como educador, a sua meta foi a formação integral da pessoa. Como sacerdote, buscou sem cessar a santidade das almas. Como cientista, quis aliviar a enfermidade libertando a humanidade que sofre no corpo. Na escola e na rua, no confessionário e no laboratório, o Padre Faustino Míguez foi sempre transparência de Cristo, que acolhe, perdoa e anima.
«Homem do povo e para o povo», nada nem ninguém lhe esteve alheio. Constatou a situação de ignorância e marginalização em que vivia a mulher, a quem considerava a «alma da família e a parte mais interessante da sociedade ». Com a finalidade de a guiar desde a infância pelo caminho da promoção humana e cristã, fundou o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora, dirigido para a educação das meninas na piedade e nas letras.
O seu exemplo luminoso, entretecido de oração, estudo e apostolado, prolonga-se hoje no testemunho das suas filhas e de tantos educadores que trabalham com denodo e alegria, para gravar a imagem de Jesus na inteligência e no coração da juventude. 
Homilia de Beatificação – Papa João Paulo II – 25 de outubro de 1998

Faustino Miguez nasceu em Xamirás, uma aldeia na Espanha, a 24 de Março de 1831. A sua família era profundamente cristã e trabalhadora, propiciando-lhe um ambiente de fé, onde aprendeu a oração e o amor a Maria, a solidariedade com os necessitados e a responsabilidade no trabalho. Na escola de S. José de Calasanz seguiu Cristo, dedicando-se à educação. Como Padre das Escolas Pias aplicou-se todos os dias ao serviço da infância e da juventude.
Sempre atento às necessidades das pessoas, tomou contato com a realidade vital do povo, participou nos seus problemas, sofrimentos e enfermidades, e respondeu-lhes na medida das suas forças. Dada a sua vocação científica, procurou também com este seu talento socorrer a humanidade abatida por tantos sofrimentos físicos e, a exemplo do Mestre divino, preocupou-se da saúde tanto da alma como do corpo.

Em Sanlúcar de Barrameda, na Galiza, constatou a ignorância e o abandono em que vivia a mulher e a marginalização que existia no campo educativo. Convicto da importância da mulher na família e na sociedade, e animado do mesmo espírito que tinha impelido S. José de Calasanz, fundou em 1875 o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora, dedicado à promoção humana e cristã das meninas, especialmente das mais pobres, a fim de que, guiadas desde a mais tenra idade, chegassem a ser, dizia, boas cristãs, boas filhas, boas esposas e boas mães e membros úteis para a sociedade, da qual devem formar a parte mais interessante.
Morreu em Getafe, aos 94 anos de idade, no dia 8 de Março de 1925. A sua longa vida consagrada totalmente ao Senhor, a quem amou sobre todas as coisas, foi um contínuo ato de fé e de aceitação da Sua vontade em todos os momentos. Deixou-se modelar por Deus e só procurou a Sua glória.

Amou o Instituto das Escolas Pias e procurou viver com radicalidade e autenticidade a sua vida religiosa. Este desejo está expresso num dos grandes motes da sua vida: «Ser como se deve ser, ou então não ser». Orientou o seu caminho para a contemplação do mistério da Encarnação, identificando-se com Aquele que, sendo Filho de Deus, assumiu a condição de servo, e seguiu o Seu exemplo de despojamento e humildade. Pelo caminho da verdade e da cruz chegou a ser um digno discípulo do Mestre divino.

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