quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

São Francisco Regis Clet

O testemunho heroico de seu espírito missionário e  seu grande amor ao povo chinês fazem parte da rica herança missionária deixada por São Francisco Regis Clet para todos nós, que teve como modelo a vida de São Francisco Xavier.

Ele nasceu em Grenoble (França), no dia 19 de agosto de 1748. Aos 21 anos ingressou na Congregação da Missão e foi ordenado sacerdote em 1773. Foi professor de Teologia no Seminário Maior de Annecy durante quinze anos. Era admirado por sua grande bondade e cultura; chamavam-no de “biblioteca viva”. Foi nomeado Diretor de Noviços na Casa Mãe – Paris, em 1788. Um ano depois, começava a Revolução Francesa, quando foi obrigado a sair da França e pediu para ser enviado em missão à China.

Durante 30 anos, evangelizou nas grandes províncias de Kiong-Si, Hou-Pe e Ho-Nan com grande entusiasmo. Em terras pobres e sofridas, a situação difícil da seca, da fome e da pobreza assolavam a todos, inclusive os missionários, que, impelidos pela caridade, além de promoverem inúmeras campanhas em favor do povo, muitas vezes tiravam de seu próprio sustento para auxiliar os indigentes que vinham até eles, clamando por socorro. Nesse apostolado, Padre Clet teve a alegria de ver a Igreja crescer na China. 

Uma violenta perseguição aos cristãos obrigou-o a fugir de sua pobre casa. Traído por um cristão apóstata, pelo preço de 30 moedas, foi submetido a uma infinidade de maus tratos e sofrimentos, os quais suportou sem a menor queixa.

Foi condenado à morte por estrangulamento. Pregado a uma cruz, a sentença foi executada no dia 18 de fevereiro de 1820. Quase 50 anos mais tarde, suas relíquias foram conduzidas à Casa Mãe – Paris, onde atualmente descansam.

Francisco Regis Clet, juntamente com outros 119 Beatos mártires mortos na China, foi canonizado no dia 1º de outubro do Ano Jubilar 2000.

Trecho de uma conferência de São Francisco Regis Clet:

Lembremo-nos destas palavras: “Aquele que é mau para si mesmo, para quem será bom?” (Eclo 14, 5). Guardemo-nos, sob o pretexto de um zelo desordenado, de deixar absorver todo nosso tempo pelas funções do ministério em favor do próximo. Sigamos as pegadas dos Apóstolos que diziam: “Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra” (At 6, 4). Apliquemo-nos à piedade, a qual, como diz o Apóstolo, “para tudo é útil, porque tem a promessa da vida presente e da futura” (1Tm 4, 8). O meio para entretê-la é a fidelidade aos exercícios espirituais que estão em uso na nossa Congregação, tais como a oração mental, o exame particular, a leitura do Novo Testamento, a de algum livro de espiritualidade e, todos os anos, o retiro. Estes são efetivamente outros tantos tesouros nos quais haurimos tudo o que pode ser útil à salvação das almas. Não sejamos (a comparação é de São Bernardo) como canais que deixam escorrer toda a água que recebem, mas sim como fontes que transbordam. Sejamos, enfim, “exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, na caridade, na fé, na castidade” (1Tm 4, 12). Apascentemos “o rebanho que Deus nos confiou, mostrando-lhe na nossa alma o modelo a imitar, e, quando aparecer o Supremo Pastor, receberemos a coroa imperecível de glória” (1Pd 5, 4).


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