terça-feira, 23 de abril de 2019

23 de abril - Santo Adalberto de Praga


Santo Adalberto, originário da estirpe principesca dos Slavník, nasceu em 956, em Libice, no território da atual diocese de Hradec Králové. Ainda jovem tornou- se Bispo e foi o primeiro Tcheco que ocupou a sede episcopal de Praga.
O seu ministério pastoral, contudo, demonstrou- se não fácil, tanto que em breve tempo, teve de abandonar a cidade. Veio a Roma e aqui, no Aventino, tornou-se beneditino. O Bispo monge, obediente à Sede Apostólica, manifestou- se sempre pronto a retornar a Praga, se o Papa lhe tivesse pedido.

Quando a situação em Praga se tornou um pouco melhor, o Sucessor de Pedro pediu-lhe que retornasse à pátria. Ele obedeceu. Mas tratava-se de um melhoramento passageiro. O Bispo Adalberto foi de novo expulso. Partiu então como missionário, para anunciar Cristo aos povos que ainda não O conheciam. Transcorreu em primeiro lugar um período nas planícies da Panónia, território da Hungria de hoje; depois, a convite do rei Boleslau, o Intrépido, permaneceu na sua corte.
Através da Porta da Morávia, dirigiu-se para Gniezno, não só para usufruir da hospitalidade do rei, mas para empreender um ulterior trabalho missionário. Desta vez a missão conduziu- o para as costas do Mar Báltico, na perspectiva de anunciar Cristo à Prússia pagã. E foi precisamente no Báltico que encontrou a morte por martírio.
O rei Boleslau, o Intrépido, resgatou a alto preço o corpo do Mártir e fez com que as relíquias fossem levadas para Gniezno.

Naquele tempo, na Idade Média cristã, as relíquias dos mártires revestiam um alto valor também para a comunidade civil. Assim foi para Santo Adalberto.
Graças às suas relíquias, no ano 1000 surgiu em Gniezno a primeira metrópole polaca, e a Polônia dos Piast, entrou na família das nações e dos Estados europeus.
O martírio de Santo Adalberto tornou-se o fundamento da Igreja e do Estado nas terras dos Piast. Hoje, as relíquias deste santo Mártir encontram-se não só em Gniezno, mas também em Praga, na catedral dos Santos Vito, Venceslau e Adalberto.

Papa João Paulo II – 30 de abril de 1997

Adalberto era proveniente de uma família rica e tinha cinco irmãos. Seu nome de origem era Wojciech. Seu pai era governador do principado de Zlican. Logo na infância foi acometido de uma grave doença. Seus pais fizeram então uma promessa de consagrar o menino a Deus caso recuperasse a saúde. Assim o fizeram. Adalberto se recuperou e logo foi iniciado nos estudos rumo ao sacerdócio.
Estudou na cidade de Magdeburgo, sob a orientação do Santo Adalberto de Magdeburgo.

Após a morte de Santo Adalberto, o jovem tomou para si o mesmo nome. Destacava-se pela inteligência e zelo para com os estudos, sendo logo reverenciado em toda a Europa.
Concluiu seus estudos no ano de 980 e tornou-se sacerdote na cidade de Praga. Após o primeiro ano de sua ordenação faleceu seu pai.

No ano de 982, Adalberto tornava-se bispo de Praga e empreendia forte campanha contra o paganismo que dispersava os cristãos em Praga e em sua cidade natal. Também enfrentou o desafio do comércio de escravos e da poligamia. Apesar de seus esforços, não conseguiu grande êxito. Abandonou então sua diocese, renunciando ao cargo no ano de 989 e retirando-se para um mosteiro beneditino em Roma.

Passados quatro anos, o Papa João XV enviou Adalberto de volta à Praga onde o reinvestiu Bispo. Seus esforços novamente são insuficientes, diante das hostilidades do seu povo e novamente Adalberto retira-se da Diocese. Por ordem do agora Papa Gregório V, Adalberto retoma o bispado em um tempo mais agressivo. Seus parentes foram mortos e Adalberto foi impedido de entrar na cidade pelo Duque de Bohemia. Foi então ser missionário na Prússia, que ainda era paganizada.

Ficou na cidade de Danzig e iniciou uma campanha de evangelização que converteu quase toda a população. Mas os líderes pagãos, insatisfeitos com a ação de Adalberto, planejaram sua morte e no dia 23 de abril de 997, ele foi executado com sete golpes de lança e em seguida decapitado.
Foi enterrado no convento de Gniezno. O papa Silvestre II canonizou Adalberto no ano de 999. Em 1039, suas relíquias foram trasladadas para a catedral de Praga.

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