Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido.
Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros.
Ele era
sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso
pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com
humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba,
muito requisitada na época, ele lecionava numa escola pública e se reciclava
visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos.
Escrevia muito, como por exemplo os livros: "Memorial" e "Apologia", nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguindo milhares de conversões.
Escrevia muito, como por exemplo os livros: "Memorial" e "Apologia", nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguindo milhares de conversões.
Humilde, cedia
aos conselhos dos amigos para assim fazer a vontade de Deus: Em sua infância
ele decidiu fazer uma peregrinação a pé até Roma. Apesar de seu
grande fervor e sua devoção ao Túmulo de São Pedro, ele abandonou o
projeto ao ceder aos conselhos de amigos mais prudentes.
Novamente,
durante a perseguição dos muçulmanos, em 850, após ler uma passagem nas
obras de Epifânio, ele decidiu evitar rezar a Missa por um tempo
para poder defender a causa dos mártires. Porém, aconselhado por seu
bispo, Saulo de Córdoba, ele se livrou de todos os escrúpulos, retornando
às suas atividades.
Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prendê-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a "História dos Mártires da Espanha". Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo.
Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força.
Falecido o bispo
de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado
líder da resistência aos muçulmanos e, quando Leocrícia, filha de um influente
chefe árabe se converteu ao cristianismo, procurou a proteção de Eulógio contra
seus enfurecidos pais.
Ele a escondeu
entre seus amigos por um tempo, mas eventualmente acabou descoberto e preso. A
paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio, foi novamente processado, e
desta vez, condenado à morte.
Ele foi decapitado em 11 de março de 859 e Santa Leocrícia, quatro dias depois em 15 de março de 859.
Ele foi decapitado em 11 de março de 859 e Santa Leocrícia, quatro dias depois em 15 de março de 859.
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