quarta-feira, 28 de agosto de 2019

28 de agosto - Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Mt 23,27


Quando praticardes o bem e oferecerdes uma esmola não o façais para serdes admirados. A vossa mão direita não saiba o que faz a esquerda. Fazei-o escondido. E quando fizerdes penitência, jejum, por favor, poupai-vos da melancolia, não sejais melancólicos para que todo o mundo saiba que estais a fazer penitência. Resumindo: o que importa é a liberdade que a redenção nos concedeu, que o amor nos ofereceu, que a recriação do Pai nos deu. É uma liberdade interior que leva a praticar o bem de forma escondida, sem fazer soar a trombeta: de fato, o caminho da verdadeira religião é o mesmo de Jesus: a humildade, a humilhação. Dado que Jesus se humilhou a si mesmo, esvaziou-se a si mesmo. É o único caminho para eliminar de nós o egoísmo, a avidez, a soberba, a vaidade, a mundanidade.

Diante deste modelo, ao contrário, temos a atitude de quantos Jesus repreende: pessoas que seguem a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fazer de conta, mas dentro... Para eles, Jesus usa uma imagem muito forte: “Sois semelhantes aos sepulcros caiados, formosos por fora, mas por dentro cheios de ossos de mortos, e de toda a espécie de imundície”. Ao contrário, Jesus chama-nos, convida-nos a praticar o bem com humildade, porque se não se cai num engano perigoso: Tu podes praticar todo o bem que quiseres, mas se não o fizeres com humildade, como nos ensina Jesus, este bem não serve, por ser um bem que nasce de ti mesmo, da tua segurança, não da redenção que Jesus nos deu. Uma redenção que, chega através da estrada da humildade e das humilhações: com efeito nunca se chega à humildade sem as humilhações. Tanto é que vemos Jesus humilhado na cruz.

Papa Francisco – 11 de outubro de 2016

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