Por que falar dos santos? São amigos a quem recorro quando necessito, irmãos mais velhos a quem peço conselhos. Converso com eles como pessoas a quem tenho afeição e que conheço pessoalmente. Na vida dos santos eu reconheço a mim e a minha história.Eles passaram pelas mesmas dificuldades humanas. Assim, eu posso rezar, pedindo sua intercessão diante de minhas dificuldades particulares. Conhecer um santo é conhecer um amigo. Você ouve falar sobre ele e pensa: gostaria de conhecer esta pessoa
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domingo, 17 de setembro de 2017
Igreja reconhece as Virtudes Heroicas do Cardeal François-Xavier Nguyên Van Thuân
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
13 de agosto - Beato Mariano Mullerat I Soldevila
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| Beato Mariano Mullerat I Soldevila |
Mariano não tem dificuldade em encontrar na profissão médica a saída natural para o chamado de serviço que ele sente, muito forte, dentro de si. Acima de tudo, ele adora ajudar os pobres, que não podem pagar, e os doentes no fim da vida, que ele acompanha segurando a mão até o fim, preparando-os também para receber os sacramentos.
"A Catalunha será cristã ou não será". Esse é o compromisso preciso de Mariano, que em algum momento de sua vida também é eleito prefeito de sua cidade, Arbeca. Todo mundo vota nele, crentes ou não, porque "as pessoas o amavam", como disse o Cardeal Becciu. Com seu exemplo e seu testemunho, ele propõe um tema que após alguns anos será tratado no Concílio Vaticano II e estará no centro da exortação apostólica pós-sinodal "Christifideles laici" de João Paulo II: o compromisso dos católicos leigos para "sujar as mãos" na administração da sociedade. Mariano faz isso com atividade política, porque "ele já havia entendido o que era então um ensinamento de Paulo VI: que a política é a mais alta forma de caridade", continua o Cardeal Becciu.
Mariano também é o marido atencioso de Dolores, com quem ele forma uma família que é uma célula realmente saudável em uma sociedade em crise: também se torna um pai amoroso de cinco filhas. Algumas se tornarão religiosas, um sinal de que Mariano e Dolores interpretaram bem a ideia da família como uma Igreja doméstica, permitindo que as meninas respirem o ar perfumado da Palavra de Deus que torna todas as coisas novas, experimentem fidelidade à Missa e ao Adoração do Santíssimo Sacramento.
Além disso, o novo Beato também está muito
próximo da espiritualidade dominicana. Sua cunhada, na verdade, era monja
da Anunciação e ele, como médico, cuida da saúde das religiosas e como prefeito
cuida das escolas administradas pela Ordem.
Após sua morte, será uma das freiras a quem
ajudava que vai se lembrar dele assim: “No início da guerra civil,
ele nos visitava frequentemente para nos encorajar e ter esperança; ele
nos pediu para sermos fortes diante do perigo que nos ameaçava e nunca deixamos
de pedir sua ajuda".
De acordo com a filha dele, ele amava os pacientes e, quando a
família do doente era pobre, o médico deixava dinheiro debaixo do
travesseiro.
Além disso, Mariano era muito religioso. Na casa dele, mandou construir
um pequeno oratório com um crucifixo.
“Nós, suas filhas, temos o prazer de venerar esta imagem. Toda noite, antes de irmos para a cama, sentimos como se um ímã nos aproximasse daquele Cristo. Rezamos, damos graças e refletimos sobre como foi o nosso dia”, revela uma das filhas do médico.
E aqui a situação na Espanha precipita. Em 13 de agosto de 1936, Mariano é retirado de sua casa e preso. A motivação oficial gira em torno de uma questão de facções políticas, mas a verdade é que Mariano é um cristão, um indivíduo agora desconfortável.
A filha ainda lembra que, em 13 de agosto de 1936, às seis horas da
manhã, a avó dela disse que era para todos saírem de casa porque tinham ido
buscar o pai. Cerca de 25 guardas estavam na rua e cinco entraram e reviraram
toda a casa. “Meu pai quis beijar o crucifixo. Um guarda o seguiu e
ficou impressionado com a imagem. Tanto que quando os outros quiseram entrar,
ele não deixou. Foi assim que o crucifixo o salvou”, disse a mulher.
Adela Mullerat ainda conta: “Nós nos reunimos na entrada da casa para dar adeus ao meu pai. No bolso dele, ele levava um crucifixo e alguns remédios. Um deles serviu para curar um de seus perseguidores, que ficou ferido ao disparar a arma de fogo”.
Consciente do destino que o aguardava, Mariano Mullerat proferiu as seguintes palavras ao se despedir da sua esposa: "Dolores, perdoa-lhes como eu os perdoo".
Quando o levam embora em uma van, uma mulher
pede aos guardas, chorando, para permitir que o dr. Mariano visite seu filho
gravemente doente. Ele não terá permissão, mas Mariano escreve algo em um
pedaço de papel e a olha nos olhos: “Não chore. Seu filho não vai
morrer. Dê a ele este remédio e reze para que Deus o ajude”, ele a
consola.
Chegando na forca, antes de ser morto, as testemunhas dizem que até o fim ele ora em voz alta e pede a todos que o façam, tanto que um de seus torturadores o acerta na boca para fazê-lo parar. Mas não adianta.
É assim que devemos aprender a ser cristãos. O
legado que o novo Beato nos deixa, como nos disse o Cardeal Becciu: "A
coragem de testemunhar a Cristo até o fim, em todos os ambientes, diante de
todas as dificuldades, sempre".
Mariano Mullerat I Soldevila foi beatificado no dia 23 de março de 2019, na Catedral de Tarragona na Espanha, em cerimônia presidida pelo Cardeal Angelo Becciu, que na sua homilia declarou:
“Trata-se de uma bela figura de leigo, realmente interessante e
edificante. Como médico, distinguiu-se pela sua religiosidade que o inspirava a
se dedicar aos outros, sobretudo aos mais necessitados de assistência médica
gratuita. Mariano era um homem moderno: como médico amou os enfermos; como
político, serviu o povo, com caridade. Era um verdadeiro cristão: era fiel às
práticas de piedade, à adoração ao Santíssimo Sacramento e à Missa. Eis a
explicação desta sua força espiritual, da sua energia e da sua disponibilidade
e amor com os outros. Diante da morte, Mariano encorajava seus cinco
companheiros ao patíbulo, a perdoar seus perseguidores e algozes e a dar
testemunho da sua fé em Cristo”.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
Deus me chama a ser Santo - Gaudete et Exsultate – nºs 14 a 18
Deste modo, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas “como bons administradores das várias graças de Deus” (1 Ped 4, 10).
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Beata Maria Crucifixa Curcio
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
30 de agosto - Beato Padre Eustáquio Van Lieshout

Assim comportou-se o Padre Eustáquio durante seus 24 anos de sacerdócio. Com uma diferença: ele era o escravo de todos os necessitados, e não apenas de seus paroquianos.
Um dos maiores benefícios que o Padre Eustáquio fez à população daquela região foi vencer o indiferentismo religioso e resgatar numerosas almas que estavam se emaranhando nas teias da seita espírita.
Multidões cada vez maiores procuravam assiduamente o homem de Deus para pedir o alívio de seus sofrimentos espirituais e físicos. A afluência de povo era tão grande que chegaram a passar por Poá cerca de dez mil pessoas por dia.
Teve de viver algum tempo oculto na cidade de São Paulo, numa situação humilhante, sob a vigilância de seus superiores, sendo até mesmo proibido de visitar seus amigos.
Acima de tudo, pastor de almas
Repercutiram sensacionalmente na imprensa os milagres atribuídos ao Padre Eustáquio e há documentos de várias curas para as quais a ciência não tem explicação. Mas ele operou "milagres" muito mais importantes, e numa quantidade que de fato "fazem lembrar os tempos da Igreja primitiva": a conversão de milhares de pecadores.

O Beato Eustáquio sabia que a alma de todo apostolado é a vida interior. Por isso, mesmo quando passava a noite em claro, começava o dia às cinco da manhã, para não se privar da hora de meditação quotidiana. Rezava o Rosário. Passava horas em adoração diante de Jesus Eucarístico. Nunca se dispensava de fazer seu exame de consciência nem de rezar o breviário.
- Não posso, Excelência. O dia inteiro trabalhei para os outros, agora preciso pensar um pouco em mim mesmo.
Para esse religioso exemplar, a oração não era uma obrigação enfadonha, mas sim o alimento restaurador das energias. Fortalecido por ela, pôde ele realizar o empolgante lema de sua Congregação dos Sagrados Corações: "Para mim o trabalho, para o próximo a utilidade, para os Sagrados Corações a honra e a glória".
No dia 20 de agosto de 1943, atendendo a um doente que sofria de tifo exantemático, o Pe. Eustáquio contraiu essa grave enfermidade, então incurável.
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
01 de janeiro - Dia Mundial da Paz
Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós”.
Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz. A “casa”, de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa “casa comum”: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.
Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: “A paz esteja nesta casa!”
O desafio da boa política
A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy; é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.
“Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos”.
Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo.
Vale a pena recordar as “bem-aventuranças do político”, propostas pelo Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan:
Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
Bem-aventurado o político que sabe escutar.
Bem-aventurado o político que não tem medo.
Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
– a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando “um pouco de doçura para consigo mesmo”, a fim de oferecer “um pouco de doçura aos outros”;
– a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
– a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.
A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: “A misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (…), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre”.
Papa Francisco
sábado, 8 de setembro de 2018
08 de setembro - Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó... Mt 1,1-16
Quando proclamamos
este trecho do Evangelho na liturgia, não é raro sentir um certo embaraço. Alguns
consideram esta leitura um exercício sem significado, quase uma repetição
enfadonha. Outros o leem velozmente, ficando incompreensível, outros ainda o
abreviam, pulando alguns trechos.




