Por que falar dos santos? São amigos a quem recorro quando necessito, irmãos mais velhos a quem peço conselhos. Converso com eles como pessoas a quem tenho afeição e que conheço pessoalmente. Na vida dos santos eu reconheço a mim e a minha história.Eles passaram pelas mesmas dificuldades humanas. Assim, eu posso rezar, pedindo sua intercessão diante de minhas dificuldades particulares. Conhecer um santo é conhecer um amigo. Você ouve falar sobre ele e pensa: gostaria de conhecer esta pessoa
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terça-feira, 2 de junho de 2020
02 de junho - Santos Marcelino e Pedro
02 de junho - Beato Joseph Thao Tiên
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| Beato Joseph Thao Tiên |
Joseph Thao Tiên nasceu em 5 de dezembro de 1918 em Ban Ten, na província de Houa Phanh, no Laos. Seu pai e seu avô eram cristãos notáveis. Aos onze anos, ingressou na escola de catequistas de montanha em Hữu Lễ, na província de Thanh Hóa, no Vietnã: naquela época, de fato, sua província de origem pertencia ao vicariato apostólico de Phát Diệm e, a partir de 1932, mudou para Thanh Hóa's.
Aluno diligente, foi admitido em 1937 na seção que servia como seminário menor,
onde estudou latim e francês. Durante as férias e durante o estágio
pastoral, sua vocação emergiu fortalecida: ele se aproximou das pessoas mais
humildes e, como catequista talentoso e zeloso, foi apreciado pelos
missionários e amado por todos.
De 1942 a 1946, ele estudou no seminário maior de Hanói, o único dos jovens das
aldeias das montanhas. Focado nas orações e estudos, prestou pouca atenção
à agitação política que, no Natal de 1946, levou ao fechamento do seminário e à
dispersão dos estudantes. Ele voltou a Laos a pé, mas o conflito se
espalhou por lá também. Portanto, ele continuou seus estudos em Saigon e
foi ordenado sacerdote em 6 de junho de 1949.
Em 1 de outubro de 1949, ele pôde retornar à sua terra natal, na missão Sam
Neua, mas já a partir do mês seguinte ali se tornou uma zona de
guerrilha. De acordo com seus superiores, ele decidiu
ficar. Aproveitando um período de paz, ele reorganizou as escolas de Muang
Sôi, mas nunca deixou de ser pastor. O povo se reunia para ouvi-lo e
admirar como, apesar da situação precária, ele conseguia ser amigo dos pobres.
No Natal de 1952, os guerrilheiros foram vencidos pelos militantes comunistas
de Pathet Lao. O pessoal da missão foi evacuado, mas Padre Joseph
novamente decidiu ficar: “Permanecerei entre o meu povo. Estou
pronto para dar a minha vida pelos meus irmãos e irmãs do Laos",
disse ele.
Imediatamente após a Páscoa de 1954, ele foi capturado e condenado por um
tribunal popular: seu destino era a prisão e um campo de reeducação. Para
fazê-lo ceder à apostasia, ele foi isolado, mas também resistiu à proposta de
salvar sua vida se tivesse abandonado o celibato sacerdotal. Dessa maneira,
tornou-se um sinal de esperança para todos os seus companheiros de prisão.
Padre Joseph Tiên nunca vacilou, nem um pingo, em sua fidelidade à palavra dada e em sua identificação com Cristo Bom Pastor e com Cristo na cruz. Ele estava ciente de se expor à morte e a uma morte brutal. No entanto, ele não podia esquecer sua obrigação como sacerdote, escolhido por Jesus para continuar sua missão: ele sabia e esperava que seu testemunho tivesse bons resultados. Além disso, a constância e a fidelidade de sua vida sacerdotal o haviam preparado para o sacrifício supremo. Padre Tiên foi o primeiro de uma longa série de padres martirizados que são modelos de vida e ministério.
Em 2 de junho de 1954, ele foi retirado do campo de Ban Ta Lang, amarrado e escoltado por quatro guardas: logo em seguida, ele foi baleado.
Como protomártir do Laos, ele foi escolhido para liderar uma lista de quinze mártires,
entre sacerdotes diocesanos e missionários, e leigos.
Joseph Thao Tiên e o grupo de 15 mártires do Laos foram beatificados em 11 de dezembro de 2016 em Vientiane, Laos, juntamente com o padre Mario Borzaga OMI e o catequista Paolo Thoj Xyooj.
02 de junho - Então Jesus disse: 'Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.' Mc 12,17
O tema enfrentado por Jesus na liturgia de hoje
é o do tributo a César: uma questão “espinhosa”, a respeito da legalidade ou
não de pagar o imposto ao imperador de Roma, a quem estava submetida a
Palestina naquela época. Portanto, a pergunta que lhe foi dirigida: “É
permitido ou não pagar o imposto a César?” constitui uma cilada para o
Mestre. Com efeito, de acordo com a resposta que tivesse dado, seria acusado de
ser a favor ou contra Roma.
Mas também neste caso, Jesus responde com calma e aproveita a pergunta maliciosa para dar um ensinamento importante, elevando-se acima da polêmica e das posições opostas. Diz aos fariseus: “Mostrai-me a moeda do tributo”. Eles mostram-lhe um denário e Jesus, observando a moeda, pergunta: “De quem é esta imagem e esta inscrição?” Os fariseus respondem: “De César”. Então Jesus conclui: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Por um lado, intimando que se restitua ao
imperador aquilo que lhe pertence, Jesus declara que pagar o imposto não é um
gesto de idolatria, mas um ato devido à autoridade terrena; por outro — e é
aqui que Jesus dá o “golpe de asa” — evocando o primado de Deus, pede que se
lhe dê aquilo que lhe pertence como Senhor da vida do homem e da história.
A referência à imagem de César, gravada na moeda, diz que é justo sentir-se a pleno título — com direitos e deveres — cidadãos do Estado; mas simbolicamente faz pensar na outra imagem que está gravada em cada homem: a imagem de Deus. Ele é o Senhor de tudo, e nós, que fomos criados “à sua imagem”, pertencemos sobretudo a Ele.
Da pergunta que lhe fazem os fariseus, Jesus
extrai uma interrogação mais radical e vital para cada um de nós, uma pergunta
que podemos fazer a nós mesmos: a quem pertenço?
À família, à cidade, aos amigos, à escola, ao
trabalho, à política, ao Estado?
Sim, sem dúvida. Mas antes de tudo —
recorda-nos Jesus — tu pertences a Deus.
Esta é a pertença fundamental. Foi Ele que te deu tudo aquilo que és e que tens. Por conseguinte, podemos e devemos levar a nossa vida, dia após dia, no reconhecimento desta nossa pertença fundamental e na gratidão do coração ao nosso Pai, que cria cada um de nós singularmente, irrepetível, mas sempre segundo a imagem do seu amado Filho Jesus. É um mistério maravilhoso!
Papa Francisco – 22 de
outubro de 2017
Hoje celebramos:




