sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Alguns testemunhos de Santa Madre Teresa

"Pegamos um homem abandonado em um esgoto, meio comido pelos vermes, e o levamos para o abrigo conosco: “Vivi como um animal na rua, mas vou morrer como um anjo, amado e bem cuidado.”E foi tão maravilhoso ver a grandeza daquele homem, que era capaz de falar daquela maneira, que era capaz de morrer daquela maneira sem culpar ninguem, sem amaldiçoar ninguem, sem comparar nada. Como um anjo – é essa a grandeza da nossa gente."

Trecho do Discurso de Madre Teresa de Calcutá 
Proferido no dia 11 de dezembro 1979 - Cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz 



“Recentemente, um homem se encontrou comigo na rua e me perguntou: “A senhora é a Madre Teresa? Eu respondo: Sou. Então ele me disse: Por favor, mande alguem na minha casa. A minha mulher está meio louca e eu estou meio cego. Mas almejamos ouvir o som de amável de uma voz humana. Eram pessoas abastadas. Tinham tudo em casa.porém, estavam morrendo de solidão, morrendo por ouvir uma voz amável.
Como sabemos que alguem assim não vive do lado de nossa casa? Sabemos quem são, onde estão? Vamos encontrá-las e, quando as encontrarmos, vamos amá-las. Então, quando as amarmos, as serviremos.”


Madre Teresa – Sínodo dos Bispos em Roma 1980



“Na Índia, um dia , um jornalista americano, que me observava enquanto eu medicava um enfermo atacado de gangrena, disse-me: “Não o faria nem por um milhão de dólares.” “Eu também não o faria por essa importância,”respondi-lhe. “Mas o faço por amor a Deus. Este pobre sofredor representa, para mim, o Corpo de Cristo.”

Relato de Madre Teresa a Renzo Allegri
 

Santa Madre Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura madre Tereza, nasceu no dia 26 de agosto de 1910 em Skopje, Macedônia, de uma família de origem albanesa. O pai, respeitado homem de negócios, morreu quando ela tinha oitos anos, deixando a mãe de Agnes na condição de ter que abrir uma atividade de bordado e fazenda para poder manter a família. Depois de ter transcorrido a adolescência empenhada fervorosamente nas atividades paroquiais, Agnes deixou a sua casa em setembro de 1928, entrando no convento de Loreto a Rathfarnam, (Dulim), Irlanda, onde foi acolhida como postulante no dia 12 de outubro e recebeu o nome de Tereza, como a sua padroeira, Santa Tereza de Lisieux.


Agnes foi enviada pela congregação de Loreto para a Índia e chegou em Calcutá no dia 6 de janeiro de 1929. Tendo apenas chegado lá, entrou no noviciado de Loreto, em Darjeerling. Fez a profissão perpétua come irmã de Loreto no dia 24 de maio de 1937, e daquele dia em diante foi chamada Madre Tereza. Quando viveu em Calcutá durante os anos 1930-40, ensinou na escola secundária bengalesa, Sta Mary.
No dia 10 de setembro de 1946, no trem que a conduzia de Calcutá para Darjeeling, Madre Tereza recebeu aquilo que ela chamou “o chamado dentro do chamado”, que teria feito nascer a família dos Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores. O conteúdo desta inspiração é revelado no objetivo e na missão que ela teria dado ao seu novo Instituto: “Saciar a infinita sede de Jesus sobre a cruz de amor e pelas almas, trabalhando para a salvação e para a santificação dos mais pobres entre os pobres”. No dia 7 de outubro de 1950, a nova congregação das Missionárias da Caridade foi instituída oficialmente como instituto religioso pela Arquidiocese de Calcutá.


Ao longo dos anos 50 e no inicio dos anos 60, Madre Tereza estendeu a opera das Missionárias da Caridade seja internamente dentro Calcutá, seja em toda a Índia. No dia 1 de fevereiro de 1965, Paulo VI concedeu à Congregação o “Decretum Laudis”, elevando-a a direito pontifício. A primeira casa de missão aberta fora de Calcutá foi em Cocorote, na Venezuela em 1965. A congregação se expandiu em toda a Europa (na periferia de Roma, a Torre Fiscale) e na África (em Tabora, em Tanzania) em 1968.
Do final dos anos 60 até 1980, as Missionárias da Caridade cresceram seja em número de casas de missão abertas em todo o mundo, seja no número dos seus membros. Madre Tereza abriu fundações na Austrália, no Vizinho Oriente, na América do Norte, e o primeiro noviciado fora de Calcutá em Londres. Em 1979 Madre Tereza recebeu o Premio Nobel pela Paz. No mesmo ano existiam já 158 casas de missão.


As Missionárias da Caridade chegaram aos países comunistas em 1979, abrindo uma fundação em Zagabria, na Croácia, e em 1980 em Berlim Este. Continuaram a estender a sua missão nos anos 80 e 90 abrindo casas em quase todos os países comunistas, incluindo 15 fundações na ex União Soviética. Não obstante os repetidos esforços, Madre Tereza não pode abrir nenhuma fundação na China.
Em outubro de 1985 Madre Tereza falou no quadragésimo aniversário da Assembleia Geral das Nações Unidas. Na vigília de Natal do mesmo ano, abriu em Nova York o “Dom de Amor”, a primeira casa para os doentes de AIDS. Nos anos seguintes, outras casas seguiram esta casa de acolhimento nos Estados Unidos e alhures, sempre especificadamente para doestes de AIDS.


No final dos anos 80 e durante os anos 90, não obstante os crescentes problemas de saúde, Madre Tereza continuou a viajar pelo mundo para a profissão das noviças, para abrir novas casas de missão e para servir os pobres e aqueles que tinham sido atingidos por diversas calamidades. Foram fundadas novas comunidades na África do Sul, Albânia, Cuba e Iraque, que estava dilacerado por causa da guerra. Em 1997 as irmãs eram cerca de 4000, presentes em 123 países do mundo nas mais ou menos 600 fundações.
Depois de ter viajado por todo o verão a Roma, New York e Washington, em condições de saúde delicadas, Madre Tereza voltou a Calcutá em 1997. Às 9:30 da noite do dia 05 de setembro de 1997, ela morreu na Casa Geral. O seu corpo foi transferido para a Igreja de São Tomas, adjacente ao Convento de Loreto, exatamente onde tinha chegado 69 anos antes. Centenas de milhões de pessoas de todas as classes sociais religiões, da Índia e do exterior lhe renderam homenagem. No dia 13 de setembro recebeu o funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido em um longo cortejo através as estradas de Calcutá, sobre uma carreta de canhão que tinha trazido também os corpos de Mohandas Gandhi Jawaharlal Nehru. Chefes de nações, primeiros Ministros, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.


Na recordação do aniversário da morte da madre Teresa de Calcutá, a assembleia geral das Nações Unidas escolheu 5 de Setembro como Dia Internacional da caridade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Oração à Santa Rosália

Gloriosa santa Rosália, que despojastes de todas as vaidades vãs deste mundo para vos dedicar inteiramente a uma vida de penitência e orações, temendo desagradar a Deus com as ocasiões de pecado que o mundo nos oferece, peço-vos, com toda a alma, vossa contínua proteção contra os embustes do Inimigo de Deus, que anda ao nosso redor - e mais que nunca em nossos dias, pronto para devorar vorazmente as almas. Dai-me o espírito da piedade, oração constante e que nos momentos de solidão e provações possa eu portar-me dignamente para poder um dia merecer os momentos felizes e eternos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Santa Rosália

Rosália nasceu no ano 1125 em Palermo, na Sicília, Itália. 
Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos Montes "da Quisquinia e das Rosas", e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II.                              

Portanto, Rosália era muito rica e vivia numa corte muito importante da época, uma família nobre do sul da Itália e mesmo que distante, era descendente do grande imperador Carlos Magno.
Durante a adolescência foi ser dama da corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa.
Porém, nada disso a atraía ou estimulava. 
Aos catorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a corte e se refugiou solitária numa caverna nos arredores de Palermo.
Depois a jovem ermitã se transferiu para uma gruta no alto do Monte Pelegrino, que lhe fora doado pela amiga a rainha Margarida. 
Ali já existia uma pequena capela bizantina e, também, nos arredores os beneditinos com outro convento. 

Eles puderam acompanhar e testemunhar com seus registros a vida eremítica de Rosália, que viveu em oração, solidão e penitência. 
Muitos habitantes do povoado subiam o Monte, atraídos pela fama de santidade da ermitã.

Até que no dia 04 de setembro de 1160, Rosália morreu, na sua gruta de Monte Pellegrino em Palermo.
Vários milagres foram atribuídos a intercessão de Santa Rosália, como a extinção da peste que no século XII devastava a Sicília. O seu culto se difundiu enormemente entre os fiéis que invocavam como padroeira de Palermo.
Embora para muitos esta celebração era apenas uma antiga tradição oral cristã, por falta de sinais reais da vida da Santa. 
Sinais estes que o estudioso Otávio Gaietani não conseguiu encontrar antes de morrer em 1620.
Só três anos depois tudo foi esclarecido, parece que pela própria Santa Rosália.
Consta que ela teria aparecido à uma mulher doente (em outras lendas afirmam ter sido um caçador) e lhe contou onde estavam escondidos os seus restos mortais. 
Esta mulher comunicou aos frades franciscanos do convento próximo de Monte Pelegrino, os quais de fato encontraram suas relíquias no local indicado, no dia 15 de julho de 1624.                                 Quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito antiga, que dizia: 

"Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina." 
Isto confirmou todos os dados pesquisados pelo falecido Gaietani.
 
Inscrição achada na gruta de Santa Rosália
A autenticidade das relíquias e da inscrição foi comprovada por uma Comissão científica, reacendendo o culto à Santa Rosália, padroeira de Palermo. 
Contribuiu para isto também o Papa Ubaldo VIII que incluiu as duas datas no Martirológio Romano, em 1630.
Assim, Santa Rosália é festejada em 15 de julho, data que suas relíquias foram encontradas e em 04 de setembro, data de sua morte. 

domingo, 31 de agosto de 2014

Devoção a São Raimundo Nonato no Nordeste

     No Brasil, os mercedários estão presentes desde o século XVII. Os portugueses da grande província do Maranhão encontravam-se sem sacerdotes nem assistência religiosa por causa do bloqueio ao qual lhes submeteram os holandeses, que dominavam grande parte do litoral do nordeste. Para remediar esta situação, organizaram uma expedição, comandada pelo capitão Pedro Teixeira, que remontando o rio Amazonas, chegou a Quito, Equador, à procura de sacerdotes. Pelo menos quatro mercedários voltaram com os expedicionários, descendo de novo pelo Amazonas, e chegando a Belém do Pará, a 12 de dezembro de 1639. 
Em Belém construíram a primeira igreja mercedária que, segundo alguns inscritos, “reuniu preciosos trabalhos de talha, telas de valor artístico e alfaias preciosas”. 
De Belém, passaram os mercedários a estabelecer-se em São Luís do Maranhão, onde foi fundado outro convento. A história das Mercês no Maranhão não é menos brilhante que a de Belém. 
     
A grande atividade dos mercedários naquele território do Pará e do Maranhão foram as “missões e núcleos doutrinais”, ao longo do rio Negro e Urubu. Este fervor missionário mergulhando Brasil adentro, ainda no período colonial, espalhou a devoção ao santos mercedários, principalmente a São Raimundo Nonato, que na região Norte e Nordeste, se tornou o nome mais popular e desejado no batizado de meninos e meninas.