
Maria Goretti, que viveu em uma vila próxima a Anzio, tinha 11 anos quando um jovem de 19 anos tentou estuprá-la. Maria resistiu e ele esfaqueou-a por 14 vezes. Porém, antes de morrer, Maria rogou: “Que Deus o perdoe, eu o quero no céu”. A história de sua piedade se espalhou, e ela ficou conhecida como “A Mártir da Pureza”. Em 1917, por causa de seu martírio, ela deu o primeiro passo para a santidade: ela foi beatificada. Antes que pudesse se tornar uma santa, entretanto, milagres tinham que ser atribuídos a ela. Logo após sua beatificação, duas pessoas que rezaram por sua intercessão foram curadas de doenças – uma mulher de pleurisia, um homem com o pé gravemente ferido. Esses foram aceitos pela Igreja como autênticos milagres.
No dia da canonização de Maria, estava presente o homem que a matou e
passou 27 anos na cadeia por seu crime cumpriu penitência no monastério
Capuchino, onde ele agora trabalha, também a mãe de Maria, agora com 86 anos, assistiu
a cerimônia de uma janela na praça de São Pedro, a única mãe que já
presenciou a canonização de um filho.
Papa Pio XII, vestindo um manto vermelho simbolizando o martírio, é levado através da
quadra para o altar, onde a primeira canonização ao ar livre na história da
Igreja foi realizada. No dia seguinte o Papa celebrou a Missa em honra de Santa
Maria no interior da basílica de São Pedro.
Reportagem da Life Magazine de 17 de
Julho de 1950.
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