segunda-feira, 22 de julho de 2019

22 de julho - Beato Agostinho de Biella


Agostinho nasceu na cidade de Biella em 1430 no seio da nobre família Fangi. Entrou muito jovem no convento dominicano, aberto pouco antes, na sua cidade natal.
Ordenado sacerdote, dedicou-se zelosamente ao ministério do confessionário e na direção espiritual de todos que o buscavam. Desenvolveu, durante toda a sua vida, no segredo do confessionário, o mais precioso ministério, sendo por assim dizer, esta a sua pregação.

Diretor de almas, douto e santo, o seu exemplo era o seu maior aliado, pois que incitava à virtude aqueles que o frequentavam e até mesmo aqueles que de perto ou de longe o conheciam.
Visitava assiduamente os doentes, levando-lhes não só a sua palavra iluminada, mas também a sua inquebrantável caridade. Dotado de carismas excepcionais, celebrava quase quotidianamente a santa Missa com efusão de abundantes lágrimas e tinha para com a Virgem Maria uma terna devoção.

A sua simplicidade de vida material e espiritual permitiam-lhe lutar vitoriosamente contra os assaltos do demônio, dos quais muitas vezes eram vítimas os seus dirigidos. Beneficiado igualmente com o dom de operar milagres e, enquanto foi prior do mosteiro de Soncino chamou à vida uma criança que tinha morrido sem ser batizada.

Agostinho foi prior em diversos mosteiros, onde se preocupou a restituir a regra da observância que, naquele século, renascia nas diversas Províncias da Ordem, graças ao trabalho e cuidados de muitos santos e zelosos religiosos.

A fama dos milagres que lhe eram atribuídos depressa se tornou para ele um sofrimento, porque numerosos eram aqueles que o procuravam: esta publicidade não o agradava e acabou mesmo por obrigá-lo a retirar-se para o mosteiro de São Domingos de Veneza onde passou dez anos escondido.

Homem de profunda vida interior, se bem que de saúde frágil, domesticou a candura da sua bela alma por intermédio de penitências e severas austeridades. A sua mortificação foi premiada com o dom de uma altíssima contemplação. Ninguém conseguia distrai-lo do seu recolhimento interior, ninguém, nem mesmo as mais agudas dores.
Como Jó foi atingido por uma doença que deixou o seu corpo coberto de feridas, aquele corpo já exausto pelas penitências a que era submetido com grande regularidade. Quando o médico praticou no seu corpo, a sangue frio, múltiplas incisões, Agostinho permanecia insensível a tudo, o que maravilhou o médico que não esperava encontrar no seu paciente uma tão grande coragem.
Este Santo religioso faleceu em Veneza no dia 22 de julho de 1493. Depois de ter recebido os Sacramentos da Igreja, ajoelhou-se no seu leito e exclamou: “Deus seja louvado, louvado seja o Altíssimo”.

Em 1496 o seu túmulo foi aberto e constatou-se que o corpo estava intacto, o que veio corroborar a sua fama de santidade. O Beato Pio IX confirmou o seu culto a 5 de setembro de 1872.

22 de julho - Então Jesus disse: “Maria!” Jo 20,16


O Evangelho nos descreve Maria Madalena, pondo em evidência que ela não era uma mulher que se entusiasmava facilmente. Com efeito, depois da primeira visita ao sepulcro, volta desiludida ao lugar onde os discípulos se escondiam; refere que a pedra foi removida da entrada do túmulo, e a sua primeira hipótese é a mais simples: alguém deve ter roubado o corpo de Jesus. Assim, o primeiro anúncio que Maria faz não é o da Ressurreição, mas de um furto.

Em seguida, lemos uma segunda visita de Maria Madalena ao sepulcro de Jesus. Ela era teimosa! Foi, voltou... porque não se convencia! Desta vez o seu andar é lento, extremamente pesado. Maria sofre duplamente: antes de tudo pela morte de Jesus, e depois pelo inexplicável desaparecimento do seu corpo.

Enquanto está inclinada perto do túmulo, com os olhos rasos de água, Deus surpreende-a da maneira mais inesperada. Não se dá conta da presença de dois anjos que a interrogam, e nem sequer desconfia vendo o homem atrás de si, que ela julga ser o guardião do jardim. E, ao contrário, descobre o acontecimento mais surpreendente da história humana, quando finalmente é chamada por nome: Maria!

Como é bonito pensar que a primeira aparição do Ressuscitado teve lugar de um modo tão pessoal! Que há alguém que nos conhece, que vê o nosso sofrimento e a nossa desilusão, que se comove por nós e nos chama pelo nome. Em volta de Jesus há muitas pessoas que procuram Deus; mas a realidade mais prodigiosa é que, muito antes, há sobretudo Deus que se preocupa com a nossa vida, que a quer reanimar, e para fazer isto chama-nos pelo nome, reconhecendo o semblante pessoal de cada um. Cada homem é uma história de amor que Deus escreve nesta terra. Cada um de nós é uma história de amor de Deus. Deus chama cada um de nós pelo nome: conhece-nos pelo nome, olha para nós, está à nossa espera, perdoa-nos, tem paciência com cada um de nós.

Papa Francisco – 17 de maio de 2017

Hoje celebramos:


domingo, 21 de julho de 2019

21 de julho - Santa Praxedes


Santa Praxedes era uma dama romana cujo pai, São Prudêncio, convertido por São Paulo Apóstolo, era um amigo dos Apóstolos.  Ela era irmã de Santa Prudenciana, mártir.

No tempo em que o imperador Marco Aurélio perseguia os cristãos, Praxedes, ajudava aos fiéis com os seus recursos financeiros e seus cuidados, consolava-os e prestava-lhes todos os serviços que podia dispensar com sua caridade.
Escondia-os em sua casa, exortava-os a perseverar na fé, enterrava cristãmente os cadáveres.
Ela não deixava que nada faltasse aos que eram aprisionados nas masmorras ou àqueles tratados como escravos.

As duas irmãs mandaram construir um batistério dentro de sua própria casa, onde já havia uma capela, para que ali os catecúmenos fossem batizados.

Foram ajudadas em suas obras pelo Papa Pio I (140-154) e pelo sacerdote Pastor. 
Prudenciana morreu martirizada aos dezesseis anos de idade e foi enterrada nas catacumbas de Santa Priscila, perto de seu pai, na Via Salária.

Após a morte de sua irmã, Praxedes, transformou seus palácios em igrejas para onde, dia e noite, os pagãos acorriam aos milhares pedindo o Batismo.

A polícia imperial respeitava a residência de uma descendente dos Cornelii. Livre da tutela de Antonino, seu pai adotivo, Marco Aurélio não mais respeitou esse espaço e mandou fazer uma execução em massa, em que inúmeros cristãos foram presos e massacrados.

A dama romana viu tudo desmoronar ao seu redor sem que ela própria fosse atingida. 
Magoada, Praxedes voltou-se para Deus e pediu-Lhe para morrer, se isso lhe fosse vantajoso.
Foi chamada a receber no Céu a recompensa por sua piedade.

Seu corpo foi depositado, pelo padre Pastor, na sepultura de seu pai e de sua irmã Prudenciana, nas catacumbas de Santa Priscila, na Via Salaria e uma igreja lhe foi consagrada, reconstruída pelo Papa Pascal I em 822, e que hoje é a Basílica de Santa Praxedes de Roma. Segundo a tradição, nesta basílica é conservado um pedaço da coluna na qual teria ocorrido a flagelação de Cristo.



21 de julho - Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Lc 10,41


Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que, contudo, neste caso não comparece. Jesus passa pela sua aldeia e Marta o hospeda. Este pormenor dá a entender que, das duas, Marta é a mais idosa, a que governa a casa. De fato, depois de Jesus ter entrado, Maria senta-se aos seus pés e ouve-o, enquanto Marta andava atarefada com muitos serviços, certamente devidos ao Hóspede extraordinário.

Parece que vemos a cena: uma irmã que anda toda atarefada, e a outra como que raptada pela presença do Mestre e das suas palavras. Um pouco depois Marta, evidentemente ressentida, não resiste mais e protesta, sentindo-se até no direito de criticar Jesus: "Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar". Marta pretenderia até ensinar o Mestre! Mas Jesus, com grande calma, responde: "Marta, Marta – e este nome repetido exprime afeto – andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada". A palavra de Cristo é claríssima: nenhum desprezo pela vida ativa, nem muito menos pela generosa hospitalidade; mas uma chamada clara ao fato de que a única coisa deveras necessária é outra; ouvir a Palavra do Senhor; e o Senhor naquele momento está ali, presente na Pessoa de Jesus! Tudo o resto passará e ser-nos-á tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir cotidiano.

A pessoa humana deve trabalhar, comprometer-se nas ocupações domésticas e profissionais, mas antes de tudo precisa de Deus, que é a luz interior de Amor e de Verdade. Sem amor, até as atividades mais importantes perdem valor, e não dão alegria. Sem um significado profundo, todo o nosso fazer reduz-se a um ativismo estéril e desorganizado. E quem nos dá o Amor e a Verdade, a não ser Jesus Cristo? Portanto, aprendamos a ajudar-nos uns aos outros, a colaborar, mas antes ainda a escolher juntos a parte melhor, que é e será sempre o nosso maior bem.

Papa Bento XVI – 18 de julho de 2010

Hoje celebramos:

sábado, 20 de julho de 2019

20 de julho - Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual ponho a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Mt 12,18


Quando foi batizado Jesus saiu da água e eis que os céus se Lhe abriram e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do céu, dizia: “Este é o Meu Filho muito amado, no Qual pus toda a Minha complacência”.
O Espírito Santo habita no Filho e testemunha a sua divindade, enquanto a voz do Pai, proveniente do céu, expressa a comunhão de amor. A conclusão da cena do batismo diz-nos que Jesus recebeu esta “unção” autêntica, que Ele é o Ungido esperado, como confirmação da profecia de Isaías: Eis o Meu servo, que eu amparo, o meu eleito, no qual a Minha alma se deleita. É verdadeiramente o Messias, o Filho do Altíssimo que, saindo das águas do Jordão, estabelece a regeneração no Espírito e dá a possibilidade, a quantos o quiserem, de se tornarem filhos de Deus.

De fato, não é por acaso que cada batizado adquire o caráter de filho a partir do nome cristão, sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer de novo o homem do seio da Igreja. O beato Antonio Rosmini afirma que no batizado se realiza uma ação secreta, mas muito poderosa, mediante a qual ele é elevado à ordem sobrenatural, é posto em comunicação com Deus. Tudo isto se realizou de novo durante a do batismo de cada um de nós.

Papa Bento XVI – 09 de janeiro de 2011

Hoje celebramos: