Por que falar dos santos? São amigos a quem recorro quando necessito, irmãos mais velhos a quem peço conselhos. Converso com eles como pessoas a quem tenho afeição e que conheço pessoalmente. Na vida dos santos eu reconheço a mim e a minha história.Eles passaram pelas mesmas dificuldades humanas. Assim, eu posso rezar, pedindo sua intercessão diante de minhas dificuldades particulares. Conhecer um santo é conhecer um amigo. Você ouve falar sobre ele e pensa: gostaria de conhecer esta pessoa
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quinta-feira, 6 de agosto de 2020
06 de agosto - Transfiguração de Jesus - Papa João Paulo II
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
05 de agosto - Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
Segundo uma antiga lenda, um
casal romano rico pediu luzes à Virgem para saber como empregar a sua fortuna.
Então, em sonhos, recebeu uma mensagem de que Maria queria que lhe fosse
construída uma igreja, precisamente sobre o monte Esquilino, que, entre os dias
4 e 5 de agosto, em pleno verão europeu, estaria coberto de neve.
Santa Maria Maior é a primeira
Basílica do Ocidente dedicada à Virgem Maria e uma das mais belas e adornadas
de Roma. Segundo a tradição, nela se encontra um relicário com um fragmento da
manjedoura do Menino Jesus.
Neste Basílica se encontra
também uma imagem mariana com o título de Virgem Maria, salvadora do povo
romano, ou “Salus Populi Romani”, que em várias situações de grande necessidade
foi levada em procissão. Em uma ocasião, acabou com uma praga em Roma.
Durante séculos, a Basílica de
Santa Maria Maior foi embelezada e adornada. Os mosaicos da área próxima ao
altar e as paredes da nave estão entre os mais refinados de Roma e representam
cenas da vida da Virgem Maria. O teto é decorado com o primeiro ouro
que Colombo levou da América.
São João Paulo II, desde o
início de seu pontificado, quis que uma lâmpada estivesse acesa sob este ícone
mariano como sinal de sua grande devoção.
O Papa Francisco, antes de
embarcar em uma viagem internacional e ao retornar para a Itália, dirige-se à
Basílica de Santa Maria Maior, deixa um buquê de flores aos pés da imagem de
Marian e se detém em um momento de oração.
A Basílica de Santa Maria
Maior é chamada também Basílica de Nossa Senhora das Neves.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
04 de agosto - São João Maria Vianney
São João Maria Vianney, também
conhecido como Cura d'Ars, viveu em meados do século XIX. É padroeiro dos
párocos e exemplo de vida sacerdotal. Cumpriu sua missão de salvar almas,
passando até 16 horas por dia no confessionário. Bento XVI dedicou-lhe um Ano
Sacerdotal em 2009.
São João Maria Vianney
"Se soubéssemos bem o que
é um padre na terra, morreríamos: não de medo, mas de amor". A vida de São
João Maria Vianney pode ser resumida neste pensamento. E no dia em que a Igreja
recorda a sua memória, o Papa Francisco tuitou a seguinte mensagem: "Apoiem seus sacerdotes com proximidade e afeição".
Também conhecido como
"Cura d'Ars", João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, em
Dardilly, próximo de Lyon. Seus pais eram camponeses, e desde pequeno, o
encaminham ao trabalho da lavoura, tanto que, aos 17 anos, João ainda era
analfabeto.
No entanto, graças aos
ensinamentos maternos, conseguiu memorizar muitas orações e viveu uma forte
religiosidade.
Na época, sopravam ventos de
Revolução na França. Por isso, João Maria Vianney frequentou o Sacramento da
Confissão em casa, não na igreja, graças a um sacerdote "refratário",
que não havia jurado fidelidade aos revolucionários. A mesma coisa aconteceu
com a sua Primeira Comunhão, recebida em um celeiro, durante uma Missa "clandestina".
Aos 17 anos, João sentiu-se
chamado ao sacerdócio. "Se eu fosse padre, queria conquistar muitas
almas", disse ele. Mas, não era fácil atingir esta meta, por causa dos
seus poucos conhecimentos culturais. Mas, graças à ajuda de sábio sacerdotes,
entre os quais o Abbé Balley, pároco de Écully, recebeu a ordenação sacerdotal
em 13 de agosto de 1815, aos 29 anos.
Três anos depois da sua
ordenação, em 1818, João foi enviado para Ars, uma pequena aldeia no sudeste da
França, que contava 230 habitantes. Ali, dedicou todas as suas energias ao
cuidado pastoral dos fiéis: fundou o Instituto da "Providência" para
acolher órfãos; visitava os enfermos e as famílias mais necessitadas; restaurou
a pequena igreja e organizou quermesses na festa do padroeiro.
Entretanto, o Santo Cura d’Ars
destacou-se na sua missão de administrar o Sacramento da Confissão: sempre
pronto a ouvir e oferecer o perdão aos fiéis, passava até 16 horas por dia no
confessionário. Diariamente, uma multidão de penitentes de todas as partes da
França ia confessar-se com ele, tanto que a cidadezinha de Ars ficou conhecida
como o "grande hospital das almas". O próprio João Maria Vianney
vigiava e jejuava para ajudar os fiéis a expiarem seus pecados.
Certo dia, disse a um
confrade: "Vou dizer-lhe qual é a minha receita: dou aos pecadores uma
pequena penitência e o resto faço eu no lugar deles".
Após ter-se dedicado
totalmente a Deus e aos seus paroquianos, João Maria Vianney faleceu no dia 4
de agosto de 1859, aos 73 anos. Seus restos mortais descansam em Ars, no
Santuário a ele consagrado, que recebe a visita de cerca de 450 mil peregrinos
a cada ano.
João Maria Vianney foi
beatificado em 1905 pelo Papa Pio X, e canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI,
que o proclamou, em 1929, "padroeiro dos párocos do mundo".
Em 1959, por ocasião do
centenário da sua morte, São João XXIII dedicou-lhe a Encíclica “Sacerdotii
Nostri Primordia”, apresentando-o como modelo para os sacerdotes.
Em 2009, no 150° aniversário
de morte, Bento XVI convocou um "Ano Sacerdotal", para
"favorecer e promover uma maior renovação interior de todos os sacerdotes
e um testemunho evangélico mais forte e mais incisivo no mundo
contemporâneo".
domingo, 2 de agosto de 2020
02 de agosto - São Pedro Julião Eymard
"Por que está Jesus Cristo na Eucaristia?Tal pergunta, se pode ter muitas respostas, tem no entanto uma que a todas resume:
Jesus Cristo está na Eucaristia por que nos ama e quer que nós o amemos. O Amor, eis a razão de ser da instituição da Eucaristia.
Sem ela, o Amor de Jesus Cristo seria apenas um Amor de Morte, passado, esquecido dentro em breve - e isso sem culpa de nossa parte. Só a Eucaristia satisfaz plenamente as leis e exigências do amor. Jesus Cristo, dando-nos nela provas de Amor infinito, tem direito de nela ser amado.
Ah! Não nos tivesse Nosso Senhor deixado outro legado de seu Amor senão Belém e o Calvário e quão depressa o teríamos esquecido! Que indiferença! O amor quer ver, ouvir, conversar, apalpar.
Nada substitui o ente querido, nem lembrança, nem dons, nem retratos; nada disso tem vida. E quão bem sabia Nosso Senhor que nada poderia tomar seu lugar, pois carecemos dele mesmo.
Não nos basta então sua palavra? Não, já não vibra, já não ouvimos as tocantes expressões dos lábios do Salvador.
E seu Evangelho? É um testamento.
E os Sacramentos, não dão eles Vida? Só o autor da Vida poderia entretê-la em nós.
E a Cruz? Ah! Sem Jesus quão triste é!
E a esperança? Sem Jesus é uma agonia
Ah! Sem Jesus, presente entre nós, seríamos por demais desgraçados.
Mas com a Eucaristia! Com Jesus em nosso meio, quantas vezes sob o mesmo teto, dia e noite, a todos acessível, a todos esperando na sua morada sempre aberta; admitindo as crianças, chamando-as com acentuada predileção, a vida torna-se menos amarga. É o pai amoroso, rodeado dos filhos. É a vida de sociedade com Jesus.
Convivência suave, simples, familiar e íntima, assim Ele quis."
São Pedro Julião Eymard - A Eucaristia, necessidade do nosso coração
Conheça a vida de São Pedro Julião Eymard
Amor por Jesus Eucarístico
sábado, 1 de agosto de 2020
01 de agosto - Santo Afonso Maria de Ligório
“Os filhotes das andorinhas
só pensam em gritar para obter proteção e comida das mães. Assim, também nós
devemos sempre clamar, pedindo a ajuda de Deus para evitar a morte do pecado e
progredir em seu santo Amor”.
Santo Afonso Maria de Ligório
Quando alguém nasce em uma
família nobre, como a dos Ligório, em uma cidade grande como Nápoles, em um
século importante como o do Iluminismo e como o primeiro de oito filhos, é
destinado, certamente, a algo superior. Assim, como bom augúrio, os pais
batizam seu primogênito com o nome de Afonso, que significa valoroso e nobre. E
ninguém, mais do que ele, fez jus ao seu nome.
Confiado aos melhores tutores
em circulação, Afonso demonstrou, imediatamente, qualidades extraordinárias:
aos 12 anos, superou, de modo exímio, os exames de vestibular, diante do
filósofo Giambattista Vico, para entrar na Faculdade de Direito; aos 16 anos,
já exercia a profissão de advogado, tornando-se rapidamente o melhor da cidade
e com uma reputação merecida, por não perder nenhuma causa.
No entanto, o Senhor tinha outros planos para ele, avantajado por nascer em uma
família particularmente agraciada. De fato, dos oito filhos, além dele, duas
irmãs se tornaram monjas, um beneditino e outro sacerdote diocesano. Com
efeito, não era naquele contexto nobiliário, do qual provinha, que Afonso era
chamado a viver.
Durante a sua profissão de
advocacia, Afonso exercia o que hoje chamamos "voluntariado",
sobretudo em um hospital de Nápoles, onde visitava os enfermos. Aos poucos, esta
vida o atraía, cada vez mais. Por isso, decidiu deixar as leis humanas para se
dedicar ao Senhor.
Em 1726, ao ser ordenado sacerdote, dedicou todo o seu ministério ao serviço
dos mais pobres, que, no século XVIII, são incontáveis. Suas atividades, como
pregador e confessor, eram intensas, entretanto, cultivava seu sonho de partir
em missão no Oriente.
Em 1730, durante um período de descanso forçado, entre as montanhas próximas de Amalfi, Afonso conheceu alguns pastores com os quais debateu sobre a gravidade do seu abandono humano, cultural e religioso. Aquela conversa o perturbou tanto, a ponto de chegar à decisão de deixar Nápoles para se retirar para o eremitério beneditino da Vila dos Escravos, perto de Caserta. Ali, fundou a Congregação do Santíssimo Salvador, que, depois, foi aprovada por Bento XIV, em 1749, com o atual nome de Congregação do Santíssimo Redentor. A sua missão consistia em uma pregação marcada pela simplicidade apostólica e na educação dos humildes.
Afonso partiu do modelo “Capelas noturnas”, grupos liderados pelos
colaboradores do Santo, tanto leigos como seminaristas, dedicados à
evangelização dos jovens que viviam nas ruas. Esta experiência teve um sucesso
imediato em Nápoles, a ponto de atingir cerca de 30 mil inscritos para serem
educados.
Mais tarde, os sacerdotes Redentoristas contaram também com a adesão das Irmãs
Redentoristas, o ramo feminino da Congregação, fundado precisamente em Amalfi.
Afonso gostava muito da arte de ensinar e de fazer pregações, utilizando métodos inovadores, como a música, que ele havia estudado quando era criança. Uma das suas composições, por exemplo, é a famosa "Tu scendi dalle stelle” (“Tu desces das estrelas”), que nunca falta entre os cantos nas celebrações do Natal.
Afonso estava muito comprometido também com as questões morais. Entre as muitas obras que escreveu, a mais importante é, certamente, a "Teologia moral", em vários volumes, ainda hoje estudada, na qual enfrenta questões como a virgindade de Maria e a infalibilidade do Papa, muito antes de a Igreja considerá-las dogmas.
Em 1762, com a venerável idade de 66 anos, Afonso Maria de Liguori foi nomeado Bispo de Santa Águeda dos Godos, em Benevento, ao qual, após 15 anos, renunciou por problemas de saúde, que o levaram à morte em 1787.
Santo Afonso Maria de Ligório foi canonizado em 1839 e proclamado Doutor da
Igreja, por Pio IX, em 1871. Em 1950, Pio XII o proclamou "Padroeiro
celestial de todos os confessores e moralistas".

