quinta-feira, 6 de setembro de 2018

06 de setembro - Beato Bertrand de Garrigues


Bertrand era natural de Garrigues (França), e já tinha sido ordenado padre quando encontrou-se com São Domingos de Gusmão, tornou-se seu primeiro discípulo e ajudou-o a fundar a primeira casa da Ordem Dominicana em Paris. 

Foi confidente e testemunha da vida do santo espanhol, e estava sempre com o seu fundador. Em 1216 foi o primeiro prior de Saint Roman de Toulouse, e fundador, em 1217, do convento de Saint Jacques em Paris. 

Quando os frades se estabeleceram em Paris, o Frei Bertrand de Garrigues retornou a Toulouse. A situação piorou durante dias na capital do Languedoc, ferveu a insurreição, que, finalmente, eclodiu, e no ataque às muralhas de Toulouse morreu Simon de Montfort. Mas o convento de San Román, guardado pelo Frei Bertrand e a pequena comunidade, ficaram a salvo.

Naqueles dias, Frei Domingos deixou Roma para visitar as várias fundações. Era final do outono de 1218. Ele retornou à França e novamente passou por Prulla e Toulouse, onde levou Frei Bertrand de Garrigues como companheiro para retomar a rota para Paris.

Alma de grande penitência e singular inocência, em sua profunda humildade, não deixava de reconhecer, chorar, suas próprias faltas, mas quando São Domingos o exortou a derramar lágrimas pelos pecadores, e não por si mesmo, todos os seus gemidos e suas orações eram pelas almas. 

Muitas vezes o santo fundador levou seu amado Bertrand em suas viagens e ele foi uma testemunha tão feliz, não apenas do santo diálogo de seu Pai, mas também dos milagres com os quais Deus o honrou. 

Uma vez, indo a Paris, eles acompanharam alguns peregrinos alemães que os ofereceram por quatro dias de descanso; então Domingos obteve de Deus para se fazer entender por aqueles peregrinos para falar-lhes sobre as coisas sagradas. São Domingos então ordenou que Bertrand não revelasse isso para ninguém, porque, ele disse, "eles nos levariam por santos, enquanto nós somos apenas pobres pecadores". 

No capítulo de 1221 foi nomeado provincial dos dominicanos em Provença, baseado em Toulouse. Um de seus principais cuidados, especialmente quando morreu o santo fundador, foi o apoio e encorajamento das freiras de Prouilhe, tentando preservar o espírito que Santo Domingos lhes havia infundido. 

Discípulo fiel dele, ele viajou a pé para pregar em Languedoc, atraindo as pessoas com o exemplo e testemunho, enquanto ia construindo muitos conventos ...
A sua fundação favorita era de Montpellier.
No ano de 1230, sua reputação de santidade espalhava-se na região, e, enquanto pregava às freiras cistercienses de Le Bouchet (Drôme), uma doença rápida levou-o à morte.

Seu corpo, que foi enterrado no cemitério das freiras, foi encontrado incorrupto depois de vinte e três anos. Durante o Cisma do Ocidente, os dominicanos o transferiram para o convento de Orange. Os cronistas e historiadores de seu tempo são unânimes no louvor de suas virtudes singulares, destacando sua humildade, espírito de penitência e oração.

O Beato Bertrand morreu na Abadia de Boucbet, perto de Orange, por volta do ano 1230; seu culto foi confirmado em 1881 pelo papa Leão XIII.


06 de setembro - Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador! Lc 5,8


Experimentamos a graça da vergonha quando confessamos a Deus o nosso pecado, falando face a face com o sacerdote, nosso irmão. Alguns dizem: ‘Ah, eu me confesso com Deus’. Mas assim é fácil é como confessar-se por e-mail. Deus está longe e não há um face a face. Por outro lado, alguns dizem confessar-se com facilidade, mas ao falar de seus pecados o fazem de modo tão distante que seria melhor não ter se confessado.

Confessar-se não significa ir a uma consulta com um psiquiatra, e nem ir a uma sala de tortura, é simplesmente dizer ao Senhor: “eu sou pecador”. E a presença de um irmão (sacerdote), é um modo de ser concreto na confissão.

As crianças têm sabedoria. Quando uma criança se confessa, nunca diz uma coisa geral. ‘Padre, eu fiz isso, eu fiz aquilo à minha tia, para aquele eu disse essa palavra’, e dizem a palavra. São concretos. Eles possuem aquela simplicidade da verdade, enquanto os adultos tem a tendência de esconder sempre os próprios pecados.

Pensemos em Pedro quando, depois do milagre de Jesus no lago, disse: ‘Mas, Senhor, afasta-te de mim, eu sou pecador’. Ele se envergonha de seus pecados diante da santidade de Jesus Cristo.

A confissão dos pecados feita com humildade é o que a Igreja pede a todos nós. Não devemos esconder os próprios pecados, mas confessá-los com sinceridade.


Papa Francisco – 25 de outubro de 2013

Hoje celebramos:



quarta-feira, 5 de setembro de 2018

05 de setembro - A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Lc 4,38


Jesus depois de ter pregado no sábado na sinagoga, cura muitos doentes. Pregar e curar: esta é a atividade principal de Jesus na sua vida pública. Com a pregação Ele anuncia o Reino de Deus e com as curas demonstra que está próximo, que o Reino de Deus se encontra no meio de nós. Ao entrar na casa de Simão Pedro, Jesus vê que a sua sogra está de cama com febre; imediatamente lhe pega na mão, cura-a e diz-lhe para se levantar. Tendo vindo à terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma particular predileção por quantos estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os possuídos pelo demônio, os doentes, os marginalizados.

Esta realidade da cura dos doentes por parte de Cristo convida-nos a refletir sobre o sentido e o valor da doença.
A obra salvífica de Cristo não acaba com a sua pessoa e no espaço da sua vida terrena; ela continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da ternura de Deus pelos homens. Ao enviar em missão os seus discípulos, Jesus confere-lhes um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os enfermos. Fiel a este ensinamento, a Igreja considerou sempre a assistência aos enfermos uma parte integrante da sua missão.

Tende sempre convosco os pobres e os sofredores, admoesta Jesus, e a Igreja encontra-os continuamente no seu caminho, considerando as pessoas doentes como uma via privilegiada para encontrar Cristo, para o acolher e servir. Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo.

Isto acontece também no nosso tempo, quando, não obstante os multíplices progressos da ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e acerca do porquê da morte.

Trata-se de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucificado, no qual sobressai todo o mistério salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o próprio Filho. Por conseguinte, cada um de nós está chamado a levar a luz da Palavra de Deus e a força da graça a quantos sofrem e a quantos os assistem, familiares, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja prestado sempre com mais humanidade, amor evangélico e ternura. A Igreja mãe, pelas nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cuida das nossas feridas, e fá-lo com ternura de mãe.

Papa Francisco – 8 de fevereiro de 2015

Hoje celebramos:



05 de setembro - Santa Madre Teresa de Calcutá


05 de setembro - Frases de Santa Teresa de Calcutá


“Quanto mais recebemos na nossa oração silenciosa, tanto mais podemos dar na nossa vida ativa.”

Começamos o nosso dia buscando ver Cristo através do pão eucarístico e continuamos a vê-lo sob as aparências dos corpos gastos dos nossos pobres.”

“Os pobres são a nossa oração. Carregam Deus neles.”

“Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.”

“Hoje, não temos mais tempo. Pais e mães estão tão ocupados que, quando os filhos voltam para casa, não se veem acolhidos com amor e com o sorriso.”

“Existem males que não se curam com o dinheiro, mas com amor.”


“É muito difícil, se não impossível, dar Jesus aos outros se não o temos já nos nossos corações.”

“A alegria é a marca da pessoa generosa. É, às vezes, um manto que esconde uma vida de sacrifício.”

“Seremos julgados segundo tivermos tratado os famintos, os doentes, os marginais. Eles são a nossa esperança, a nossa garantia de salvação.”

“Deus manifestou a grandeza e a beleza da vida humana tornando-se, ele mesmo, homem.”

“Escutar, quando ninguém quer faze-lo, é, sem nenhuma dúvida, coisa muito nobre.”

“Que ninguém venha jamais a ti sem sair melhor e mais feliz.”

“O amor tem um vestido com uma orla que desce até arrastar na poeira.”

“Ninguém pode converter uma pessoa, senão o próprio Deus. Mesmo se desejo muitíssimo que todos os indianos se tornem católicos, isto não é obra minha. Só Deus pode fazê-lo, e também Deus onipotente não força ninguém à conversão.”

“A missa é o alimento espiritual que me nutre. Sem ela, não seria capaz de viver nem por um dia, nem por uma hora da minha vida.”