quinta-feira, 2 de junho de 2016

Santa Blandina e companheiros



A História nos fala de uma mulher de fé e coragem que viveu no segundo século: seu nome era Blandina. Pouco se sabe da vida dela, como vivia ou o que fazia. O que sabemos com certeza é que ela era cristã. Os cristãos que viviam nas cidades de Lyon e Vienne, localizadas na França, sofreram forte perseguição do império romano. Em pouco tempo as celas estavam abarrotadas de cristãos.
Nos julgamentos eram pedidos aos que professavam a fé cristã que negassem seu Senhor e que adorassem aos deuses e a figura do imperador. Os que se negavam eram mortos em todo tipo de sórdida tortura. Se é que existe tortura que não seja sórdida.

Em 177 começou em Lyon uma perseguição contra os cristãos, de acordo com os decretos do imperador Marcos Aurélio. O Martirologio Romano recorda no dia 2 de junho um grupo de 48 mártires mortos mais ou menos ao mesmo tempo em ódio à fé cristã, seja em Lyon ou em Vienne, mas que são chamados normalmente de Mártires de Lyon.

Seu glorioso martírio é narrado por testemunhas da época, absolutamente confiáveis; a história completa está contida em uma carta que a Igreja da Gália enviou, logo após os eventos, à Igreja de Esmirna, aos cristãos da Ásia e da Frígia, e que o historiador Eusébio de Cesareia incluiu integralmente em sua "História Eclesiástica", que chegou assim até nós.

O referido grupo é liderado por São Fotino, Bispo nonagenário, e o segundo nome é o de Blandina, que era uma escrava cristã que foi presa juntamente com sua senhora. Blandina era originária da Ásia Menor, mais especificamente a região central da atual Turquia. Apesar dos temores que os outros cristãos alimentavam com relação à sua fidelidade na fé, ela mostrou uma firmeza bastante extraordinária ao enfrentar o martírio, em que não lhe foi poupada a crueldade. Ela repetia: "Eu sou um cristã e entre nós não há mal nenhum".

Ela foi conduzida inicialmente ao anfiteatro Trois Gaules, que ainda existe na cidade de Lyon, França, e foi pendurada em um poste em forma de cruz; exposta a ser devorada pelas feras, lançadas contra ela. Ao vê-la suspensa, rezando em voz alta, os outros cristãos aumentavam sua coragem. Contemplando com os olhos corporais, viam em Blandina, Aquele que fora por eles crucificado.
Naquele dia, nenhuma fera a tocou, retirada do poste foi novamente levada à prisão. Em seguida, no último dia dos combates, ela foi levada para a arena, juntamente com outros fiéis, sobreviventes de várias torturas, onde ela foi forçada a testemunhar a terrível morte de seus companheiros, enquanto ela superava mais uma vez o tormento da grelha ardente.

Ficando sozinha, caiu sobre ela a ferocidade pagã: desnuda e coberta com uma rede foi exposta às vaias dos espectadores e à fúria de um touro, que a golpeou com os chifres, jogou-a para o ar várias vezes e, finalmente, foi morta pela espada. Os pagãos mesmos declararam que jamais uma mulher sofrera tantos e tão duros tormentos.

Santa Blandina, escrava na vida, mas mártir heroica e gloriosa na morte, é representada na arte, ao longo dos séculos, com os atributos de seu suplício: a rede, o touro, a grelha e o leão. Blandina é a santa padroeira da cidade de Lyon. É também, com Santa Marta, padroeira das empregadas. Ela é comemorada dia 2 de junho junto com os outros mártires de Lyon.

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