segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Milagre para Canonização de Santa Virgínia

Almerentina Elias Borges

O milagre brasileiro que possibilitou a canonização de Madre Virgínia aconteceu no estado de Minas Gerais, na cidade de Uberaba no mês de Março de 1988. 

A senhora Almerentina Elias Borges, casada e mãe de nove filhos, nasceu na cidade de Sacramento MG, Brasil, em 1911. Membro de uma família profundamente religiosa , tem um irmão sacerdote e uma irmã religiosa na congregação das Filhas de Nossa
Senhora do Monte Calvário.

No mês de Março de 1988 , morando em Uberaba/MG, teve uma hemorragia persistente seguida de fortíssimas dores. Submetida a exame médico por especialistas da área, foi constatado um tumor no cólon do útero. Os sucessivos exames Histológicos demonstraram sintomas de carcinoma ( Vários nódulos) em estágios bastante avançados. O diagnóstico previa que o paciente sobreviveria, no máximo, dois meses. Internada, não pôde ser operada, devido à sua idade avançada, porém, foi prescrito a cobaltoterapia que foi efetuada de 28 de março a 20 de abril. Nesse meio tempo, sua irmã religiosa foi visitá-la e lhe deu uma pequena medalha da Beata Virgínia pedindo-lhe que rezasse; fez o mesmo pedido a duas de suas sobrinhas e a uma cunhada. Inesperadamente, a senhora Almerentina começou a sentir-se bem. O médico responsável pela paciente no hospital constatou que o tumor havia desaparecido antes da conclusão do tratamento. No mesmo instante, suspendeu a quimioterapia precedentemente prescrita e ainda não iniciada, dando alta para a paciente.


Em 1999, após o último controle médico, pôde-se afirmar que a cura foi inesperada, rápida, completa e duradoura. No mês de agosto de 2000, a Cúria Diocesana de Uberlândia - MG Brasil, abriu um processo diocesano para pesquisar sobre a cura miraculosa da senhora Almerentina e iniciou recolhendo as provas, que depois foram enviadas para Roma. Examinada toda a documentação, a junta médica do Dicastero competente reconheceu o milagre.

Santa Virgínia Centurione Bracelli


Virgínia Centurione, viúva Bracelli, nasceu aos 2 de abril de 1587 em Gênova, filha de Giorgio Centurione, doge da República no biênio 1621-1622, e de Lélia Spinola, ambos descendentes de família de antiga nobreza. Foi batizada dois dias após o nascimento, obteve a primeira formação religiosa e literária da mãe e de um mestre domiciliar.

Mesmo manifestando desde a infância inclinação para a vida religiosa, teve que aceitar a decisão do pai que a deu em matrimonio a Gaspar Bracelli, jovem e rico herdeiro de ilustre família, inclinado a uma vida desregrada e ao vício do jogo. Da união nasceram duas meninas: Lélia e Isabella.

A vida conjugal de Virgínia foi de breve período. Gaspar Bracelli, de fato, apesar do matrimônio e da paternidade, não abandonou o estilo de vida mundano, abreviando sua vida ao adquirir tuberculose. Virgínia, com silenciosa paciência, oração e amável atenção, tentou convencer o marido em adquirir uma conduta de melhores costumes. Infelizmente, Gaspar adoeceu, mas faleceu, de maneira cristã, aos 13 de junho de 1607 em Alexandria, assistido pela esposa que o havia alcançado para cuidar dele. 

Enviuvando-se com apenas 20 anos, Virgínia fez voto de castidade perpétua, recusando as ocasiões de segundas núpcias propostas pelo pai e vivendo retirada na casa da sogra, ocupando-se da educação e da administração dos bens das filhas e dedicando-se à oração e à beneficência. 

Em 1610, sentiu mais claramente a particular vocação de “servir Deus nos seus pobres”. Mesmo sendo controlada severamente pelo pai e sem jamais descuidar de seus deveres para com a família, começou a empenhar-se em favor dos necessitados. A eles ajudava diretamente, seja distribuindo em esmolas, a metade de sua renda dotal, ou por meio das instituições beneficentes do tempo.

Colocadas, convenientemente, as filhas em matrimônio, Virgínia dedicou-se em tempo integral, ao cuidado das crianças abandonadas, dos velhos, dos doentes e da promoção dos emarginados. 

Uma guerra na região, disseminou a desocupação e a fome e induziu Virgínia, no inverno de 1624-1625, a acolher, inicialmente em casa, cerca quinze jovens abandonadas e em seguida, com o aumento do número dos refugiados na cidade, quantos pobres, especialmente mulheres, que conseguiu, providenciando em tudo, para atender às necessidades deles. 

Com a morte da sogra em agosto de 1625, começou a receber, não somente as jovens que chegavam espontaneamente, mas ela mesma, saiu pela cidade, indo aos quarteirões mal afamados, em busca daquelas mais necessitadas e em perigo de corrupção.

Para auxiliar as crescentes misérias, instituiu as Cem Damas da Misericórdia, protetoras dos pobres de Jesus Cristo, que aproximando da organização cívica das “Oito Damas da Misericórdia” tinha o dever específico de verificar diretamente, através de visitas a domicílio, as necessidades dos pobres, especialmente daqueles que eram vergonhosos. 

Ao intensificar a iniciativa de acolhida das jovens, sobretudo no tempo das pestes e da carestia de 1629-1630, Virgínia foi obrigada a alugar o convento vazio do Monte Calvário, para onde se transferiu aos 14 de abril de 1631 com as assistidas que colocou sob a proteção de Nossa Senhora do Refúgio. Após três anos, a Obra já posssuía três casas, com cerca trezentas internas. Virgínia então, julgou oportuno, pedir o reconhecimento oficial ao Senado da República que o concedeu aos 13 de dezembro de 1635.

As assistidas de Nossa Senhora do Refúgio, tornaram-se para a Santa, as suas “filhas” por excelência, com as quais dividia a alimentação e as vestes, as instruía com o catecismo e as ensinava a trabalhar para que ganhassem o próprio sustento. 
Desejando dar à Obra, uma sede própria, após ter renunciado a compra do Monte Calvário por exigir um preço muito alto, comprou duas casas vizinhas sobre o morro de Carignano que, com a construção de uma nova ala e da igreja dedicada à Nossa Senhora do Refúgio, tornou-se a Casa Madre da Obra.

O espírito que animava a Instituição fundada pela Bracelli, era largamente presente na Regra redigida nos anos 1644-1650. Nessa é decretado que todas as casas constituem a única Obra de Nostra Senhora do Refúgio no Monte Calvário, sobre a direção e a administração dos protetores (leigos nobres, designados pelo Senado da República); é também confirmada a distinção entre as “filhas” com hábito e as “filhas” sem hábito; todas porém, devem viver – mesmo sem votos – como as monjas mais observantes, em obediência e pobreza, trabalhando e rezando; devem por outro lado, serem prontas para prestarem serviços nos hospitais públicos, como se tivessem votos.

Com o tempo a Obra se desenvolveu em duas Congregações religiosas: as Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário, e as Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, estas últimas por vontade do Papa vieram em Roma em 1927. 

Após a nomeação dos Protetores (3 de julho de 1641), que passaram a ser considerados os verdadeiros superiores da Obra, a Bracelli não se ocupou mais do governo da casa: era submissa à vontade deles e se conformava segundo o parecer deles, até mesmo na aceitação de jovens necessitadas. Vivia como a última das “filhas”, dedicada ao serviço de casa: saía de manhã e também a tarde, para mendigar o sustento para a convivência. Se interessava por todas como uma mãe, especialmente pelas doentes, dedicando a elas os mais humildes serviços.
Já nos anos precedentes, havia iniciado uma ação social saneadora, destinada a cuidar das raízes do mal e a prevenir as recaídas: os doentes e os inábeis eram internados em Institutos especiais; os homens válidos eram encaminhados para o trabalho; as mulheres deviam exercitar-se em tecelagem; as crianças deviam empenhar-se em frequentar as escolas. 
Com o crescer das atividades e dos esforços, Virgínia viu decrescer ao seu redor, o número das colaboradoras, particularmente as senhoras burguesas e aristocráticas que temiam comprometer a sua reputação ao tratar com gente corrupta e seguindo uma guia, embora tão nobre e santa, um pouco temerária nas empresas. 

Abandonada pelas Auxiliadoras, destituída pelos Protetores no governo de sua Obra, ocupando o último lugar entre as irmãs na casa de Carignano, enquanto a sua saúde física declinava rapidamente, Virgínia atingia nova força da solidão moral. 

Agraciada pelo Senhor com êxtases, visões, locuções interiores e outros dons místicos especiais, morreu aos 15 de dezembro de 1651, com 64 anos de idade.

O Sumo Pontífice João Paulo II a proclamou Beata, por ocasião de sua viagem apostólica em Gênova, aos 22 de setembro de 1985 e a canonizou em 2003.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Algumas frases de São João da Cruz


"Onde não há amor, põe amor e tirarás amor."

"Se uma alma busca a Deus, muito mais Deus busca a ela."

"Amar é trabalhar em despojar-se por Deus, de tudo o que não é Deus." 

“Sem caridade, nenhuma virtude é graciosa diante de Deus.”

“Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo que saiba, do que mil feitas com desejo de que os homens as saibam, pois quem trabalha por Deus com amor puríssimo, não somente não se lhe dá que os homens o vejam, mas nem mesmo faz as obras para que Deus as saiba e mesmo que nunca Ele as viesse saber, não deixaria de prestar-lhe os mesmos serviços e isto, com a mesma alegria e pureza de amor.”

Oração da Alma Enamorada

Senhor Deus, amado meu! 
Se ainda Te recordas dos meus pecados, 
para não fazeres o que ando pedindo, 
faz neles, Deus meu, a tua vontade, 
pois é o que mais quero, 
e exerce neles a tua bondade e misericórdia 
e serás neles conhecido. 


E, se esperas por obras minhas, 

para, por meio delas, me concederes o que te rogo, 
dá-as Tu, e opera-as Tu por mim, 
assim como as penas que quiseres aceitar 
e faça-se. 



Mas se pelas minhas obras não esperas, 
porque esperas, clementíssimo Senhor meu? 
Porque tardas? 
Porque, se, enfim, 
há-de ser graça e misericórdia 
o que em teu Filho te peço, 
toma a minha insignificância, 
pois a queres, 
e dá-me este bem, 
pois que Tu também o queres. 



Quem se poderá libertar dos modos 
e termos baixos 
se não o levantas Tu a Ti em pureza de amor, 
Deus meu? 


Como se levantará a Ti o homem 
gerado e criado em baixezas, 
se não o levantas Tu, Senhor, 
com a mão com que o fizeste? 
Não me tirarás, Deus meu, 
o que uma vez me deste 
em teu único Filho Jesus Cristo, 
em quem me deste tudo quanto quero. 
Por isso folgarei pois não tardarás, 
se eu espero. 
Com que dilações esperas, 
pois, se desde já podes amar a Deus 
em teu coração? 


Meus são os céus e minha é a terra; 
minhas são as gentes, 
os justos são meus, e meus os pecadores; 
os anjos são meus 
e a Mãe de Deus 
e todas as coisas são minhas; 
e o mesmo Deus é meu e para mim, 
porque Cristo é meu e todo para mim. 
Que pedes pois e buscas, alma minha? 
Tudo isto é teu e tudo para ti. 
Não te rebaixes 
nem repares nas migalhas 
que caem da mesa de teu Pai. 
Sai para fora de ti e gloria-te da tua glória, 
esconde-te nela e goza, 
e alcançarás as petições do teu coração. 


Ditos de Luz I, 25-27 

S. João da Cruz



sábado, 13 de dezembro de 2014

Oração a Santa Luzia


Ó Santa  Luzia, que não perdestes a fé e a confiança em Deus, mesmo passando pelo grande sofrimento de lhe vazarem e arrancarem os olhos, ajudai-me a não duvidar da proteção divina, defendei-me da cegueira não somente física, mas principalmente da cegueira espiritual.

Atendei a este meu pedido.(fazer o pedido).

Conservai a luz dos meus olhos para que eu tenha a coragem de tê-los sempre abertos para a verdade e a justiça, possa contemplar as maravilhas da criação, o brilho do sol e o sorriso das crianças. Ó minha querida Santa Luzia, eu vos agradeço por terdes ouvido a minha súplica.
Por Jesus Cristo, nosso amigo e irmão, na unidade do Espírito Santo. 
Amém.

Santa Luzia, rogai por nós.